Sindicato e CSP Conlutas são alvos de calúnia na GM da Argentina

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Encontro Internacional de representantes da GM em 2012

PSTU, Sindicato dos Metalúrgicos de SJC e CSP Conlutas são alvos de uma dura campanha de calúnias promovida por diretores sindicais ligados ao SMATA, organização dos trabalhadores da General Motors de Rosário, na Argentina

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a CSP-Conlutas e o PSTU estão sendo alvos de uma dura campanha de calúnias promovida por diretores sindicais ligados ao SMATA, organização dos trabalhadores da General Motors de Rosário, na Argentina. A campanha acontece, inclusive, com total conivência da própria montadora.

Membros da SMATA (Sindicato dos Mecânicos e Afins do Transporte Automotivo) acusam um dos delegados sindicais da fábrica de Rosário de atuar como agente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, na tentativa de tirar da Argentina e trazer para o Brasil a produção do carro Fenix.

Na campanha caluniosa, alguns membros do SMATA chegaram a distribuir na fábrica um panfleto de uma organização brasileira desconhecida, dizendo que as demissões ocorridas na planta de São José, no final de 2013, são resultado de um acordo entre o Sindicato, a CSP-Conlutas, o PSTU e a GM.

É de amplo conhecimento público que o Sindicato travou uma dura batalha contra o plano de demissões da GM. Desde o início de 2012, foram realizadas uma série de greves, paralisações, passeatas e ocupações de rodovia na tentativa de impedir os cortes.

O Sindicato também cobrou dos governos medidas em defesa dos empregos. Junto com o Sindicato, os metalúrgicos da GM e de outras fábricas da região realizaram duas caravanas a Brasília, na tentativa de serem recebidos pela presidente da República Dilma Rousseff. Também foram realizadas várias reuniões com representantes dos governos estadual e municipal, com atos em frente à Prefeitura e uma audiência pública.

Durante toda campanha contra as demissões, o Sindicato e a CSP-Conlutas chamaram a unidade entre as centrais sindicais do Brasil para a luta em defesa dos empregos.

Para unificar as lutas dos trabalhadores contra os ataques internacionais que a montadora estava realizando, o Sindicato e a CSP-Conlutas convocaram, em novembro de 2012, um encontro que reuniu representantes sindicais da GM de diversos países. O encontro resultou no Dia de Ação Global contra os ataques da montadora, em janeiro de 2013, e em mobilizações unificadas no 1º de maio. Com a iniciativa, foram realizadas manifestações de trabalhadores na Colômbia, Estados Unidos, Espanha, França, Alemanha, Itália, além do Brasil.

Além disso, o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, esteve na Argentina em 2012, para propor ao próprio SMATA de Rosário a realização de uma campanha internacional conjunta em defesa dos empregos na montadora. O sindicato argentino, entretanto, nunca se pronunciou a respeito.

Repudiamos a prática caluniosa promovida por dirigentes da SMATA, com a cumplicidade da patronal da GM. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a CSP-Conlutas e o PSTU sempre defenderam a manutenção e ampliação dos empregos em todas as unidades da GM, seja no Brasil ou exterior. Jamais defendemos a geração de empregos em um país em detrimento de outro.

Fraude eleitoral

Durante a última eleição para delegado sindical, dirigentes ligados ao SMATA, com a conivência da GM e do Ministério do Trabalho argentino, teriam usado de fraude para impedir a reeleição de Germán Tonero, também candidato a deputado federal pela FIT (Frente de Esquerda dos Trabalhadores), e Sebastián Romero. Um deles, inclusive, chegou a ser ameaçado de morte e foi agredido fisicamente dentro da fábrica.

Essa foi mais uma tentativa da montadora de derrotar os dirigentes classistas, atacar os trabalhadores e conseguir melhores condições de exploração, rebaixando salários e direitos. Esse, alías, também é o objetivo da reestruturação produtiva da empresa que, mediante ameaças de transferência da produção e fechamento de plantas, impõe chantagens aos trabalhadores.

Como parte de uma campanha internacional, os trabalhadores da GM de São José votaram em assembleia realizada no dia 15 de abril uma moção de apoio aos companheiros da Argentina que estão em luta contra a fraude praticada e por novas eleições.

Exigimos do SMATA, da GM e do governo

Em primeiro lugar, exigimos que a GM respeite a organização dos trabalhadores, sem ingerência em seus assuntos.

Em segundo lugar, exigimos do SMATA que respeite a vontade dos trabalhadores e a democracia operária, anulando as eleições e convocando novo processo eleitoral.

Por fim, exigimos da presidente Cristina Kirchner que decrete uma medida garantindo aos trabalhadores a estabilidade no emprego.



Pela unidade e solidariedade internacional dos trabalhadores!