GLBTs:
O direito de ser diferente

Para muitos, principalmente os
mais conservadores (mas não só eles), hoje, gays, lésbicas,
travestis e transexuais estão vivendo numa espécie de “paraíso”.
Afinal, várias cidades tiveram leis anti-discriminação aprovadas,
alguns juízes têm deixado o preconceito de lado ao julgar, e
o cinema, a TV, o teatro, jornais e revistas têm abordado o
tema com freqüência, passeatas com dezenas e centenas de milhares
de pessoas cruzam as ruas das principais cidades do país sem
nenhuma hostilidade por parte da polícia, e muita gente tem
saído do armário sem que o mundo desabe sobre si.
No entanto, apesar disto tudo significar um inegável avanço,
esses exemplos estão longe de expressar a realidade da situação
de gays, lésbicas, travestis e transexuais tal qual ela realmente
é. A homofobia — ou seja, a discriminação, a opressão e preconceito
praticados contra homossexuais — ainda é enorme.
Ser gay, lésbica, travesti ou transexual nesta sociedade
pode significar acumular problemas em todas as esferas da
vida: social, pessoal, profissional e até mesmo política.
Mas isso ainda não é tudo. Muitas vezes, a discriminação atinge
graus ainda mais violentos. Segundo dados coletados pelo Grupo
Gay da Bahia, somente em onze estados brasileiros são assassinados
mais de 100 gays, lésbicas, bissexuais e travestis (GLBTs)
anualmente, por homofobia. Acredita-se que mesmo somente nestes
estados o número seja bem maior.
Infelizmente, durante muito tempo, esta terrível situação
foi inteiramente menosprezada pelos movimentos de esquerda.
Ainda mais lamentavelmente, em vários países em que esses
movimentos chegaram ao poder, a discriminação não só não foi
eliminada, como, na verdade, foi intensificada. Basta lembrar
o nefasto exemplo dos “campos de reeducação” que se espalharam
pelos países que surgiram sob a égide do stalinismo e, particularmente,
o caso de Cuba.
Para o PSTU, essas práticas não significam apenas máculas
na história da luta revolucionária, mas também representam
exatamente o tipo de sociedade que não queremos construir.
Para nós, a defesa incondicional da mais ampla liberdade de
expressão sexual é parte da luta pela construção de um verdadeiro
socialismo. É parte de um combate para construir um mundo
onde os preconceitos e as discriminações sejam varridos juntamente
com a exploração dos homens e mulheres pela burguesia.
O PSTU e a homossexualidade
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