RJ: Bombeiros, policiais e servidores rompem cerco e param centro contra pacote de maldades

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Bombeiros romperam cerco da Tropa de Choque

forca_nacionalA Força Nacional de Segurança guardava as escadarias da Assembleia do Rio de Janeiro na manhã desta segunda, 12, como aconteceu em todos os dias de protestos contra o projeto do governo Pezão e do presidente da Câmara, Picciani, que ataca os servidores. Cordões da Tropa de Choque, por sua vez, fechava todas as vias de acesso ao local, revistando os manifestantes.

O pacote de Pezão e Picciani estava previsto para ir à votação nesta segunda, mas foi adiado na última hora. Mesmo assim, o ato se manteve e, aos poucos, os manifestantes foram tomando a frente da Alerj. Bombeiros, policiais civis e militares, servidores da educação, Previdência, Saúde, e vários outros setores se reuniram contra o projeto que ataca duramente a categoria, principalmente a aposentadoria.

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Várias propostas sobre o rumo do ato começaram a ser debatidas, entre elas uma passeata pela cidade e a montagem de um acampamento em frente à ALERJ. Diante da indefinição do Musp (Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais), os bombeiros tomaram à frente, romperam o certo da Tropa de Choque e puxaram uma grande manifestação que parou o centro do Rio de Janeiro.

Eu respeito muito as entidades que compõem o Musp, que nós construímos, mas respeito muito mais a vontade de todo mundo que está aqui“, afirmou o bombeiro Melzaque Caetano, um dos dirigentes da categoria.

A passeata tomou as principais ruas do centro, atraindo grande simpatia da população, que aplaudia e jogava papel picado dos prédios. Os manifestantes revezavam palavras-de-ordem contra Pezão, Picciani e o governo Temer.

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Mesmo com o forte sol e calor que predominavam na capital fluminense, os cerca de 3 mil manifestantes caminharam por quilômetros, passando por dentro do aeroporto Santos Dumont, os prédios do Ministério Público, retornando para a Alerj. “Se o governo colocar esse projeto em votação nós vamos voltar aqui com mais força ainda“, afirmou Melzaque. “Fora Pezão, Picciani, Temer. Fora todos eles!“, disse.

Do Rio de Janeiro (RJ)