Protestos pelo país marcam dia de votação da reforma trabalhista. Precisamos barrar!

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Protesto no aeroporto de Brasília

Hoje (11) é dia de votação da reforma trabalhista no Senado.  Se aprovada, a mudança nas leis trabalhistas representará um brutal ataque contra os direitos dos trabalhadores. A resposta está sendo dada nas ruas com protestos contra a aprovação desse projeto capitaneado pelo governo de Michel Temer.

Já aconteceram protestos em São José dos Campos, São Paulo, Fortaleza, Minas Gerais e Brasília. Essas ações compõem a Jornada de Lutas para barrar a Reforma Trabalhista programada para hoje e amanhã (12) em todo país. Atos em aeroportos, assembleias, travamento de vias e paralisações nos locais de trabalho já estão acontecendo.

Uma delegação da CSP-Conlutas está em Brasília para acompanhar a votação como parte da pressão contra a aprovação da reforma.

 Mobilizações
Em São José dos Campos, metalúrgicos da Gerdau e Forming Tubing, na zona sul, aprovaram em assembleia a continuidade da luta contra a reforma. Houve atraso na produção das duas fábricas.  Na Johnson&Johnson, assembleia com os trabalhadores também atrasou o início da produção na fábrica na tarde desta terça.

Em São Paulo, metalúrgicos do ABC das fábricas Scania, Volkswagen, Mercedes, entre outras montadoras, ocuparam a Avenida Anchieta em protesto.

Em Minas Gerais, ocorreu panfletagem na portaria da Vallorec, antiga Mannesmann, pela Oposição Metalúrgica CSP-Conlutas. Às 16h, haverá uma agitação no centro da cidade, com a participação da CSP-Conlutas, UGT e CSB.

Os operários da construção civil de Fortaleza, em greve desde o último dia 6, realizaram um protesto na manhã desta terça-feira contra a Reforma Trabalhista, em frente à Fiec (Federação das Indústrias do Estado do Ceará).

Em Brasília, ontem e hoje, a CSP-Conlutas com sua delegação tem marcado presença contra a aprovação da reforma. A Central fez um protesto no aeroporto na cidade e no Senado.

Ou param as reformas ou paramos o Brasil de novo!
Não podemos permitir que esse governo e Congresso Nacional corruptos retirem qualquer direito dos trabalhadores brasileiros. Eles não têm moral para isso.

Para ser aprovada, a reforma precisa ter 41 votos favoráveis, de um total de 81 senadores – a maioria deles envolvidos em casos de corrupção. O Supremo Tribunal Federal (STF) está investigando 42 senadores por crimes como abuso de poder eleitoral, corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

É hora de colocar toda força nas mobilizações para barrar a retirada de direitos armada pelo governo Temer e Congresso Nacional.

A CSP-Conlutas defende que é preciso manter a unidade das centrais sindicais e convocar uma nova Greve Geral no país, pois só uma forte mobilização nas ruas e nos locais de trabalho poderá barrar os ataques do governo e do Congresso.