População maranhense tem de voltar às ruas para combater a violência e a oligarquia Sarney

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Charge de Carlos Latuff

 
Neste ano, mais de 600 homicídios aconteceram em São Luís (MA), sendo quarenta nos presídios. Destes, quinze são policiais. O Maranhão é o quarto estado em que a violência mais cresce no Brasil. Esse é o quadro de horror e pânico em que vive o Maranhão. O governo de Roseana Sarney (PMDB) é o principal responsável por essa carnificina.
 
Esse governo tem se notabilizado pela exportação de nossas riquezas (gás e minério de ferro) e a importação da violência. Em diversas matérias vinculadas na grande imprensa nacional ficou claro que o Maranhão de Roseana Sarney é um paraíso para o crime organizado, uma rede criminosa que envolve várias instâncias de poder.
 
Esse governo não interesse algum em tirar o Maranhão dessa situação, pois é parte do problema. Depois do massacre de Pedrinhas e da onda de ataques aos ônibus, Roseana Sarney e a Secretaria de Segurança Pública se limitaram a dar respostas vazias para a população.
 
Por outro lado, depois de várias denúncias, destacando as que o PSTU fez em documento público recente sobre os índices sociais vergonhosos desse governo, uma avalanche de propagandas mentirosas passaram a penetrar em nossos lares via Sistema Mirante. Nessas irritantes propagandas, o Maranhão da pobreza e da violência aparece como um agradável paraíso de pobres felizes, professores e médicos valorizados, estudantes e pacientes de sorrisos estampados na face e das cidades interligadas por estradas asfaltadas.
 
O que existe hoje é uma ofensiva do governo do Estado em tentar demonstrar que a vida no Maranhão melhorou e que o número de empregos aumentou para os jovens trabalhadores. Mas de fato isso não é percebido na realidade das cidades do estado e o que sobra aos jovens, a grande maioria negros, são as drogas e a violência policial organizada. Na capital, a criminalização dos negros na periferia tem ficado cada vez mais clara como uma política organizada pela Oligarquia Sarney. Basta de violência e extermínio dos jovens negros da periferia.
 
Mas a realidade em que vive o povo desmente essas mentiras midiáticas. O Maranhão ocupa as piores posições quando o assunto é saúde, saneamento básico, analfabetismo e acesso à internet, segundo os recentes dados dos institutos de pesquisas. Uma mudança real não pode ser feita com quem em Brasília faz parte com os Sarneys do bloco de apoio do Governo Dilma e trouxe recentemente para seu lado um dos secretários de segurança mais truculentos da história da Oligarquia.
 
Lula e Dilma são responsáveis também pelo caos e miséria instalados no Maranhão pois sustentam há anos esta oligarquia corrupta no cenário nacional. No governo, o PT se mostrou igual ao PSDB, se aliando ao que tinha de mais podre na política brasileira, a Oligarquia Sarney no Maranhão, ao MALUF em São Paulo, ao Jader Barbalho no Pará, Renan e Collor em Alagoas e entregando as riquezas do país como no recente leilão das reservas de petróleo do Campo de Libra.
 
Neste mês de novembro, o PSTU chama a população pobre das periferias a se juntarem às organizações de esquerda e socialistas deste estado para marchar por políticas públicas de qualidade, reforma agrária, titulação das terras quilombolas e indígenas e contra o extermínios dos jovens negros da periferia. É hora de dar uma resposta classista ao problema da segurança pública! Por isso, propomos um grande plano de obras públicas que garantam emprego e renda à população e diferente dos grandes eventos não expulsem à população e não permitam a corrupção.
 
 
Todos à 8ª Marcha da Periferia!
Fora Roseana Sarney!
 
 
 
 
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