Polícia Federal fecha o cerco contra Cunha

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    Na manhã desta terça-feira, 15 de dezembro, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas casas e escritórios de – entre outros políticos e ministros do governo – Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados.
     
    No mesmo dia, a Comissão de Ética daquela casa deu andamento ao processo que pede a cassação do mandato deste indivíduo.
     
    Na verdade, este “nobre” parlamentar já deveria, há muito tempo, estar atrás das grades com seu mandato devidamente cassado.
     
    Fora todos Eles! 
    Paralelo a isso, segue a novela do impeachment na Câmara dos Deputados. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) discute para definir como vão ser os procedimentos, defensores do impeachment se engalinham com os defensores da manutenção do governo Dilma para ver quem governa o Brasil.
     
    Enquanto isso, os trabalhadores e trabalhadoras de todo o país amargam o aumento vertiginoso das demissões (só nos últimos dias, foram fechados dois estaleiros no Rio de Janeiro demitindo milhares de operários), o aumento dos preços e da inflação, o caos na saúde, educação, o corte de direitos e um longo etcetera.
     
    Este é o resultado do ajuste fiscal e da política econômica que é aplicada pelo governo do PT, com o apoio do PMDB, PSDB e toda esta corja que controla o Congresso nacional.
     
    Por isso reafirmamos que o impeachment não vai resolver os problema dos trabalhadores. Se fica Dilma é essa tragédia que aí está para os trabalhadores. Se no lugar dela entra o Temer, Cunha, Renan, ou Aécio, vai ficar tudo do mesmo jeito.
     
    Todos eles estão juntos para atacar os direitos dos trabalhadores e defender o lucro dos banqueiros e grandes empresários. Fora todos eles!
     
    Tomar as ruas para derrubar todos eles: Dilma, Cunha, Temer, Aécio…
    Foram fracos os atos deste final de semana, convocados pelos setores ligados ao PSDB, em apoio ao impeachment. Amanhã devem acontecer as manifestações convocadas pelos governistas (CUT, PT, MST, UNE, CTB e PCdoB) para defender a permanência de Dilma.
     
    Os trabalhadores, nesta disputa, não devem apoiar nem um nem outro. Não devem ir aos atos convocados para defender o impeachment, mas tampouco às manifestações convocadas para defender o governo. Nenhum deles nos representa.
     
    Precisamos, sim, tomar as ruas, mas para derrubar todos eles. Não podemos aceitar a continuidade deste governo, e tampouco adianta trocar Dilma por Temer. No mínimo, que se convoque eleições gerais no país e o povo possa trocar todo mundo que quiser.
     
    Precisamos construir, com nossas lutas, um governo socialista dos trabalhadores, sem patrões e sem corruptos, que se baseie em conselhos populares e apoiado na luta da nossa classe. Só assim nosso país e nossa vida vão mudar.
     
    O que é isso, companheiros? Um diálogo com o MTST e a direção do PSOL
    A novidade na convocação das manifestações para defender o governo é a adesão do MTST e da direção do PSOL ( o site deste partido escancara a convocação para que seus militantes participem destas manifestações).
     
    Dizem que isso não é apoiar o governo. Guilherme Boulos, do MTST, chegou a declarar que quem dissesse que o que estão fazendo é apoiar o governo estaria fazendo “malabarismo político”. Ora, essa afirmação sim, é uma expressão de malabarismo político.
     
    Não tem sentido falar que estão contra um ajuste fiscal e uma política econômica porque ataca os trabalhadores e, ao mesmo tempo, defender a permanência do governo que aplica este ajuste e essa política econômica. Defender a permanência do governo da presidenta Dilma é o mesmo que defender a continuidade do ajuste e da política econômica que ela aplica.
     
    É preciso que os companheiros rompam com as alianças que estão construindo com estes setores governistas e venham construir, com a CSP-Conlutas e o Espaço de Unidade de Ação, uma frente de luta contra o governo Dilma e contra a oposição burguesa encabeçada pelo PSDB e PMDB. Vamos todos juntos exigir que a CUT e demais organizações governistas rompam com o governo para convocarmos juntos uma Greve Geral, que pare os ataques aos nossos direitos e as demissões.
     
    Os companheiros precisam rever sua posição e sua localização política ou acabarão se tornando cúmplices dos ataques que este governo está e continuará promovendo contra a classe trabalhadora.
     
     
     
     
     

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