PM de Pimentel age com truculência contra estudantes secundaristas e da UFMG

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Na manhã desta sexta-feira, 18, ocorreram diversas mobilizações das ocupações espalhadas pela capital mineira contra a PEC 55 (antiga 241). Esta proposta congela investimentos nas áreas sociais por 20 anos e pode significar a destruição da educação e saúde no país. Existem hoje dezenas de escolas secundaristas e universidades ocupadas, públicas e privadas, como a PUC.

Na UFMG, já são 18 prédios ocupados. Professores e técnicos administrativos decretaram greve. Há também diversas escolas secundaristas ocupadas em BH. Durante a manifestação desta sexta, várias vias públicas foram fechadas. Os estudantes secundaristas e universitários fecharam a Avenida Antonio Carlos para alertar a população contra esses ataques. Foi um ato pacífico que contou com ampla simpatia da população.

A polícia de Pimentel acompanhou todo o trajeto da manifestação e desde o início já portavam cacetetes, bombas de efeito moral e armas de bala de borracha. Ao final do ato, quando os estudantes já estavam entrando na portaria principal do campus Pampulha da UFMG, a PM começou a atirar balas de borracha e jogar bombas de efeito moral. Entraram no campus para reprimir os estudantes. Alguns estudantes saíram feridos e foram para hospitais. Os estudantes resistiram e se organizaram junto aos professores e funcionários contra a repressão e em defesa da universidade pública.

Os responsáveis pela ação são o governador Fernando Pimentel (PT) e o comando da Polícia Militar. Exigimos apuração e afastamento imediato dos policiais envolvidos e dos comandantes da operação.

De nossa parte, nos somamos com solidariedade aos estudantes. Enganam-se os que pensam que podem nos dobrar com repressão. O movimento continua e vamos seguir lutando em defesa dos nossos direitos e contra qualquer governo que nos reprime e ataca. Estas cenas selvagens não nos intimidam e só alimentam ainda mais a nossa força para continuar a organizar o dia 25 de novembro, rumo à Greve Geral.

PSTU–MG