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O capitalismo não pode realizar um programa de reformas
sistemáticas que eleve o nível de vida dos trabalhadores e do povo.
Ao contrário, a tendência é o aumento de desigualdade e miséria. A estratégia reformista do
PT por dentro do regime resultou em um grande fracasso. O partido se converteu em um partido da ordem a
serviço da exploração capitalista.
Os trabalhadores e sua vanguarda consciente não podem ter nenhuma ilusão: a tarefa dos
trabalhadores não é reformar o capitalismo e sim derrubá-lo.
Somente uma revolução socialista, isto é, a passagem do poder político das mãos da burguesia
para as mãos dos trabalhadores do campo e da cidade, poderá abrir caminho para a construção de uma nova sociedade.
O GOVERNO DOS TRABALHADORES E A DEMOCRACIA OPERÁRIA
Esse novo poder político deve inaugurar um outro regime, o regime da Democracia Operária.
Para que se exerça a democracia, é necessário emprego, educação, acesso e conhecimento das decisões
fundamentais do Estado. O Congresso Nacional, os parlamentos estaduais e as Câmaras de Vereadores não
são democráticos, pois o eleitor não controla o candidato eleito.
A democracia a serviço da maioria deve garantir o controle sobre os funcionários do
Estado. Estes não podem receber um salário que seja superior ao de um trabalhador especializado.
A fonte de poder do regime não pode ser o indivíduo e sim as organizações dos trabalhadores,
que devem gerir os negócios do Estado, por meio de representantes eleitos nos locais de trabalho.
O fim do mandato vitalício dos juízes e os mandatos fixos de quatro anos devem ser
substituídos por mandatos revogáveis.
Um regime que funcione com esses critérios servirá à imensa maioria da população e,
portanto, será bem mais democrático do que o da democracia dos ricos.
Somente uma revolução pode inaugurar um regime assim, construindo um regime revolucionário
dos trabalhadores, contra os patrões e o imperialismo.
O PSTU é um partido que se constitui para a luta revolucionária. E por isso a nossa
forma de organização está a serviço dessa estratégia. Por isso, nossa batalha programática consiste em
reconstruir os laços entre as novas gerações e a melhor tradição revolucionária, a que se apóia em Marx e Engels, em Lênin e Trotsky
e Rosa Luxemburgo. E também recolhe a melhor tradição combatente de homens como Che Guevara.
Esta tradição que o stalinismo tentou destruir vai muito além do programa, que sempre deve
ser atualizado a partir da experiência da luta de classes. A tradição revolucionária é metodológica, teórica,
política e moral e guarda fidelidade apenas a uma classe, a trabalhadora.
A construção de uma organização revolucionária deste tipo é o resultado de longos anos de
experiência na luta de classes, de erros e acertos que acumulamos na luta diária.
Mas sua necessidade histórica se demonstra quando as massas já não querem mais viver como antes. A recente onda
revolucionária da América Latina nos comprova que esse tipo de partido é mais atual do que nunca.
É impossível pensar que uma classe trabalhadora possa chegar a um grau de mobilização superior
ao que chegou a boliviana. Entretanto, no curso do processo faltou uma ação decidida, que fosse capaz de dar um passo seguinte:
fazer com que os organismos dos trabalhadores, criados no calor da luta, tomassem o poder.
O sentido de construir uma direção revolucionária, na forma de um partido, não se confunde
com um partido para as eleições. A nossa luta está sintetizada na atualidade da revolução e do socialismo. E na
necessidade de construir uma direção que esteja à altura desta tarefa.
OSomos um partido para a revolução. E, nessa, lutamos pelo poder da classe trabalhadora. Isso
significa construir um novo Estado, no qual o poder deve estar nas organizações da classe, como foram os sovietes
nos primeiros anos da revolução russa.
Venha para o PSTU, vamos juntos contruir um partido capaz de dirigir a revolução proletária no
Brasil e ajudar na construção do partido da revolução mundial.
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