Educação Pública e Gratuita Para Todos

RENATA PONTES - 16123

Como Jornalista, integrante do Movimento Reviravolta da UNICAP e ainda membro da CONLUTE, tem participado das lutas contra o aumento de mensalidades na Católica e das mobilizações contra a Reforma universitária de Lula e da UNE.

Jarbas/Mendonça, destruiram a educação pública do estado. As escolas estão abandonadas, faltam professores, bancas, bibliotecas com acervos atualizados. Além disso, reprimiu duramente os estudantes que lutavam contra o aumento das passagens de ônibus, chamando de vandalos àqueles que lutavam para garantir seu acesso à educação pois com os aumentos sucessivos das passagens estão tendo seu direito ameaçado por falta de recursos, sabendo que o Estado é quem deveria ter como obrigação a garantia deste

A propaganda e as ações em relação ao ensino superior fortalecem a visão de acesso por meio do já falido vestibular com cursinhos oferecidos pelo governo e medidas demagógicas como a isenção nas mensalidades da UPE para alunos oriundos das escolas públicas que são uma pequeníssima parcela dos graduandos. O ensino superior transforma-se num grande filão para os tubarões do ensino. Podemos constatar crescimento vertiginoso das faculdades particulares em todo o Estado como a UNIVERSO, a faculdade Guararapes, B. Viagem, Santa Maria e tantas outras. O ensino técnico foi praticamente destruído no Estado com o quase fechamento da Escola Técnica Estadual, a ETEPAM.

Os efeitos da modernidade jarbista no estado acabam por jogar uma grande massa humana na completa miserabilidade, habitando moradias insalubres em favelas e palafitas, sem emprego, sem educação, alimentação adequada ou qualquer perspectiva de melhoria no nível de vida. E é essa massa humana, especialmente no segmento de juventude, que vai se submeter a uma situação de violência e barbárie como nunca vistas no estado.

PUm estudo da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) de 2004 revelava que o número de homicídios na RMR havia aumentado em 65,8% no período de 1991 a 2000, em comparação com o dez anos anteriores. A média superava a de Pernambuco, que ficou em 52,4%, e também a do país, calculada em 40,4%. O estudo já definia que os jovens entre 15 e 29 anos eram as maiores vítimas, com 53,4% das mortes violentas. Esta faixa etária representa apenas 20,3% da população.

Segundo o IBGE, em 2004, Pernambuco liderava o ranking nacional de violência, com 54 mortes por grupo de 100 mil habitantes. O índice é o dobro da média brasileira. Na ocasião, se fossem consideradas apenas as taxas de homicídios de homens com idade entre 15 e 24 anos, Pernambuco ocupava a segunda maior colocação, com 198 óbitos por grupo de 100 mil habitantes, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. No entanto, a violência contra homens jovens no Rio de Janeiro tinha crescido 45% nos últimos 20 anos, enquanto que em Pernambuco, no mesmo período, havia crescido 121%. Segundo a própria Secretaria de Defesa Social (SDS), no balanço de ocorrências entre 2003 e 2004, o número de mortes violentas de jovens na faixa dos 13 aos 17 anos cresceu 50%. Em estudo da SDS avaliando os números do primeiro trimestre de 2004 e 2005, ficou evidenciado um crescimento total na taxa de homicídios no estado de 13%, na RMR o crescimento foi de 7,5% no período, mas nas principais cidades do interior o crescimento foi de 31,2%, mostrando uma interiorização da barbárie que se estende desde os centros urbanos para cidades menores.

A população mais atingida é composta por jovens negros, desempregados, com baixa escolaridade, sem condições adequadas de moradia e de famílias de baixa renda. Sobre esse setor acontece uma verdadeira chacina que é abordada pelo governo Jarbas como meras "briga de gangues ou crimes relacionados ao tráfico" não merecendo nenhuma media especial além do policiamento ostensivo contra esses mesmos jovens que estão sendo assassinados.

Por outro lado UPE (Universidade de Pernambuco) é a única universidade estatal paga do país. O que reduz ainda mais o acesso dos jovens que conseguem escapar desta realidade à Universidade.

Do ponto de vistas das escolas mantidas pelo governo federal, a realidade é a mesma. O CEFET/PE, por exemplo, está sucateado. Lula ainda ataca a educação pública com a Reforma Universitária que tem como objetivo a privatização das universidades públicas, financia os tubarões do ensino privado através do Pró-Uni, e ainda garante seus lucros com a manutenção da lei de mensalidades, que permite os aumentos abusivos. Por outro lado, a UNE, que foi o principal instrumento de organização dos estudantes, hoje subscreve o projeto de Reforma Universitária juntamente com o Governo, assumindo seu papel de Entidade governista. A CONLUTE se apresenta como um novo instumento de organização da juventude nas escolas secundaristas e universitárias para que possam se enfrentar com os governos de plantão e suas marionetes no movimento estudantil.

A juventude, pela opressão de que é vítima por parte das instituições do Estado, como a polícia, a escola e a igreja, sofre em dobro com a alienação capitalista. A futilidade toma conta da vida da juventude e lhe arranca tudo aquilo que resta de nobre e belo. As relações são efêmeras e superficiais, o MSN e o celular pré-pago sem créditos só permitem informar que está tudo "blz" e perguntar "kd vc?". Quer-se viver dentro do Orkut porque lá todos são perfeitos e os encontros marcados no caderno de recados não precisam acontecer de verdade.

A televisão é machista, racista e homofóbica, mas ensina que o "sangue de Jesus tem poder". A imprensa burguesa escrita é emburrecedora. A batata frita do MacDonald's é amenizada pela nova Coca-Cola light, que não engorda. As empresas de telemarketing, empregadoras de mão-de-obra jovem e sem experiência, se transformaram nos campos de trabalho forçado do século 21 e contaminaram o português com o gerundismo dos manuais norte-americanos mal traduzidos.

Em fuga, parte da juventude recorre ao álcool, mas à ressaca etílica se soma a ressaca social, o ódio ao patrão e ao gerente que corrói a mucosa gástrica, provocando náuseas e vômitos. Vivemos uma vida de prazeres fáceis e falsos. Sábado pode ser ótimo, mas a segunda-feira sempre chega.

  • Mais verbas para a educação
  • Passe livre para estudantes
  • Emprego e salário para combater a violência
  • Redução das mensalidades
  • Verbas públicas para escolas públicas.


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