Jarbas: Modernidade para os ricos, pobreza e desemprego para os trabalhadores

Com o objetivo de derrotar o setor da burguesia relacionado ao populismo arraesista e localizar outros setores burgueses no comando do saque do Estado, forma-se em 98 a União por Pernambuco, aliança composta pelo PMDB e PFL, para eleger Jarbas e garantir a alternância no poder com o PFL que agora tenta eleger Mendonça como parte do mesmo acordo. Os partidos frente populaistas de origem operária (PT e PCdoB) que antes eram sócios minoritários da Frente Popular de Pernambuco se fortalecem com a derrota de Arraes em 98 e o resultado das eleições municipais de 2000 e depois com Lula em 2002 e agora tentam hegemnizar a Frente em Pernambuco. Neste sentido, há um acordo de Lula com o setor de Eduardo Campos para um futuro governo populista, caso sejam eleitos.

Tanto Arraes quanto Jarbas tinham como principal projeto a privatização da CELPE para viabilizar o repasse de milhões de reais para os grupos, acontece que Arraes na época era oposição a FHC e foi punido, por isso e coube a Jarbas/Mendonça o espólio de maior patrimônio estatal de Pernambuco.

Acontece que após 7 anos e seis meses do governo Jarbas/Mendonça já se pode contabilizar que nunca na história do estado os industriais, latifundiários e banqueiros enriqueceram tanto, enquanto a situação dos trabalhadores e do povo pobre em geral ficou tão ruim.

Pernambuco vem sendo um dos principais alvos da recolonização que se opera em nível nacional no sentido de aumentar a influência das multinacionais sobre as riquezas naturais e serviços públicos da região, concentrando terra e renda nas mãos de umas poucas empresas e bancos e aumentando enormemente a miséria de amplas massas.

Jarbas/Mendonça governam a serviço dos grandes credores da dívida pública e das grandes empresas, principalmente as empreiteiras que ganharam milhões de reais. Analisando os mais de 7 anos do governo e comparando quais são as prioridades orçamentárias, os investimentos e os índices sociais, podemos fazer um balanço que a modernidade jarbista em nada serve para a população pobre e trabalhadora do Estado. No caso do orçamento regular do Estado, Jarbas pagou aproximadamente, somando todo o período de seu governo 5 bilhões e 64 milhões da dívida pública, o que daria para construir aproximadamente 506 mil apartamentos ao valor de 10 mil reais ou o equivalente a quase totalidade (70%) da arrecadação de um ano de governo. Outro dado importante é que do total arrecadado com a venda da CELPE (2 bilhões e 204 milhões) o governo gastou 483 milhões com o pagamento de juros, encargos e amortizações das dívidas e apenas 9,5 milhões com a restauração de hospitais ou 7,2 milhões com a EMHAPE a Empresa de Melhoramentos Habitacionais, responsável pelos programas habitacionais do Estado.


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