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Tanto Arraes quanto Jarbas tinham como principal projeto a privatização
da CELPE para viabilizar o repasse de milhões de reais para os grupos, acontece que
Arraes na época era oposição a FHC e foi punido, por isso e coube a Jarbas/Mendonça
o espólio de maior patrimônio estatal de Pernambuco.
Acontece que após 7 anos e seis meses do governo Jarbas/Mendonça
já se pode contabilizar que nunca na história do estado os industriais, latifundiários
e banqueiros enriqueceram tanto, enquanto a situação dos trabalhadores e do povo
pobre em geral ficou tão ruim.
Pernambuco vem sendo um dos principais alvos da recolonização que
se opera em nível nacional no sentido de aumentar a influência das multinacionais
sobre as riquezas naturais e serviços públicos da região, concentrando terra e renda
nas mãos de umas poucas empresas e bancos e aumentando enormemente a miséria de
amplas massas.
Jarbas/Mendonça governam a serviço dos grandes credores da dívida
pública e das grandes empresas, principalmente as empreiteiras que ganharam milhões
de reais. Analisando os mais de 7 anos do governo e comparando quais são as prioridades
orçamentárias, os investimentos e os índices sociais, podemos fazer um balanço que a
modernidade jarbista em nada serve para a população pobre e trabalhadora do Estado.
No caso do orçamento regular do Estado, Jarbas pagou aproximadamente, somando todo
o período de seu governo 5 bilhões e 64 milhões da dívida pública, o que daria para
construir aproximadamente 506 mil apartamentos ao valor de 10 mil reais ou o equivalente
a quase totalidade (70%) da arrecadação de um ano de governo. Outro dado importante é
que do total arrecadado com a venda da CELPE (2 bilhões e 204 milhões) o governo gastou
483 milhões com o pagamento de juros, encargos e amortizações das dívidas e apenas 9,5
milhões com a restauração de hospitais ou 7,2 milhões com a EMHAPE a Empresa de
Melhoramentos Habitacionais, responsável pelos programas habitacionais do Estado.
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