|
Uma candidatura a serviço da Educação pública e de qualidade
Compreendemos que no ensino fundamental e médio
o governo Jarbas/Mendonça implementaram um projeto privatista, impondo
as Unidades Executoras (UEX) para que as escolas possam receber os recursos
públicos e busquem outras alternativas de funcionamento. O governo criou
os chamados Centros de Excelência como o ginásio Pernambucano onde empresas
privadas como a Philips, arcam com boa parte dos custos da escola e têm
o controle de todo o processo pedagógico, se utilizando dos "prêmios de
desempenho" para complementação salarial dos funcionários e professores.
Hoje já são cerca de 20 centros de "excelência em todo o Estado conveniado
com empresas privadas que recebem milhões em isenção fiscal. O ensino
de novas tecnologias praticamente não é assegurado pelo Estado possibilitando
o crescimento dos cursos privados de informática que impedem o acesso
àqueles que não podem pagar".
O desmantelamento da Educação atinge os trabalhadores
em Educação com serviços terceirizados no setor administrativo com salários
inferiores ao mínimo nacional e os professores recebem o pior salário
do Brasil. Professores com contratos temporários não recebem a gratificação
pelo exercício do magistério que representa 50% do salário base. Já foi
denunciado pelo Ministério Público e pelo SINTEPE a falta de professores
na rede Estadual que já passa de 8 mil professores tendo cerca de 6 mil
contratos temporários enquanto o último concurso que foi feito para 2
mil vagas, com a pressão passou a 4 mil vagas restando cerca de 4 mil
sem definição. O governo entrou com uma ação rescisória para não pagar
os processos ganhos em última instância no STF que obrigava o Estado a
pagar ao professor licenciado 3,5% do salário mínimo por hora aula.
Para se ter uma idéia do quadro compatarivo da valor
da hora/aula do estado de Pernambuco em relação com outros estados, apresentamos
os seguintes dados: Enquanto um professor de nível médio na Paraíba ganha
R$ 6,18 h/a, no Maranhão R$ 6,00, em Pernambuco é pago R$ 1,80. Em relação
aos valores pagos aos Professores de ensino superior, as disparidade se
mantêm: Paraíba para R$ 8,17 e Perambuco R$ 2,40.
O projeto dos reformistas joga com a esperança para
resolver os problemas da Educação na aprovação do FUNDEB em contraposição
ao FUNDEF. No entanto, as questões salariais ficaram para ser resolvidas
via Lei complementar segundo o projeto que foi aprovado no Senado dia
04/07/2006. Embora a lei destine 60% para salários dos professores não
garante o piso salarial, uma reivindicação histórica dos professores.
Pela nova lei o governo deverá destinar R$ 2 bi em2007, 3 bi em 2008 e
4,5 bi de 2009 em diante até 2020, 10% do total nacional arrecadado nos
Estados e Municípios. Com o FUNDEF apenas 2 estados recebiam complementação
do governo federal (PA e MA), com o FUNDEB passariam a receber também
(AL,BA,CE,MA, PB,PA,PE e PI), segundo a UNDIME (União Nacional dos Dirigentes
Municipais da Educação).
A propaganda e as ações em relação ao ensino superior
fortalecem a visão de acesso por meio do já falido vestibular com cursinhos
oferecidos pelo governo e medidas demagógicas como a isenção nas mensalidades
da UPE para alunos oriundos das escolas públicas que são uma pequeníssima
parcela dos graduandos. O ensino superior transforma-se num grande filão
para os tubarões do ensino. Podemos constatar crescimento vertiginoso
das faculdades particulares em todo o Estado como a UNIVERSO, a faculdade
Guararapes, B. Viagem, Santa Maria e tantas outras. O ensino técnico foi
praticamente destruído no Estado com o quase fechamento da Escola Técnica
Estadual, a ETEPAM.
Os trabalhadores em Educação sofrem os mesmos ataques
do conjunto dos servidores tais como a reforma da previdência que implicou
no aumento das alíquotas da previdência que passaram de 8,5% para 13,5%
para aposentadorias mais 4,5% ou mais de acordo com o número de pessoas
dependentes do servidor com a criação do plano de saúde também de caráter
privado, o SASSEPE, o qual é administrado pela burocracia petista dos
sindicatos junto com o governo.
1. Contra o ensino privado No Recife João Paulo não age diferente, em parceria
com Jarbas desmonta o Serviço Público, separa a Saúde da Previdência,
para precarizar o serviço e aumentar o desconto (hoje a alíquota da Previdência
dos Servidores Municipais é de 12,8%). Vem numa política decrescente de
reposição salarial para o conjunto dos servidores, embora tenha garantido
um reajuste do seu salário e dos secretários em mais de 50%. Enquanto
isso,estão os professores com vencimentos abaixo do salário mínimo, casas
transformadas em escolas, super lotação de sala de aula, fechamento de
turmas de EJA, perseguição aos professores e ainda afirma que a sua “grande
obra é cuidar das pessoas!”
Esses Governos vendem ilusões de que a substituição
do FUNDEB pelo FUNDEF irá resolver os problemas da Educação Pública. Aproveitam-se
da miséria do povo com programas como o BOLSA ESCOLA e o BOLSA FAMÍLIA,
gerando relações de dependência ao invés do investimento em políticas
de moradia e emprego.
Nossas candidaturas e em especial a da Companheira CLAUDIA
RIBEIRO, estão a serviço destas lutas: por trabalho, moradia e educação
pública e de qualidade. Contribuindo para fortalecer a luta e a organização
da Conlutas como alternativa dos trabalhadores em detrimento à falência
da CUT governista.
|