Paraná: Governo se nega a responder às reivindicações dos estudantes

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Apesar da repressão do governo Beto Richa (PSDB) e a despeito das declarações do “Ocupa Paraná” e da imprensa, ainda existem escolas ocupadas no estado. Além disso, onde o movimento foi obrigado a deixar as instituições como em Curitiba, a luta continua com manifestações de rua contra a PEC 55 e a reforma do Ensino Médio.

Apesar da pressão, estudantes resistem
Em São José dos Pinhais, neste dia 8, houve o cumprimento dos últimos mandados de reintegração de posse. Mas os secundas resistiram à pressão da PM e alguns só saíram carregados pela polícia. Em Colombo, a Câmara de Vereadores foi ocupada após a desocupação forçada das escolas.

No dia 8 também ocorreu a audiência no Fórum de Almirante Tamandaré – cidade da região metropolitana de Curitiba – onde quatro escolas estaduais seguem tomadas. Com muita coragem, o movimento debateu com os procuradores e juízes presentes sobre os ataques do Governo Federal. “O Estado é nosso inimigo disfarçado”, disse um secunda.

Mostraram que, muito diferente do que Michel Temer diz, sabem muito bem que a proposta do seu governo vai congelar investimentos em Educação e Saúde por 20 anos, piorando muito o que já não está bom.

Jogo de cartas marcadas
Ficou nítido que os estudantes sabem que a audiência já tinha o resultado pré-definido e o objetivo era somente convencer todos a abrirem mão das ocupações.

Os secundas exigiram alguma sinalização sobre o atendimento das pautas que, além da PEC e da reforma, incluem a compra de livros, regularização da merenda, iluminação pública ao redor das escolas, contratação de professores, construção de laboratórios, entre outras coisas.

Seguindo a lógica autoritária do governo do PSDB, o representante do governo e o juiz se negaram a dar qualquer resposta sobre o assunto. Assim, o movimento foi intimado a desocupar em 48 horas as escolas, prazo que se encerra às 14h desta quinta, dia 10.

Resistir porque nossa luta é justa!
A queda no número de escolas tomadas não significa o fim da luta. Nos dias 11 e 25, estaremos nas ruas com os trabalhadores para seguir o combate ao governo e suas medidas. Também haverá no dia 20 a Marcha da Periferia, em que a quebrada vai mostrar sua força contra os governos capitalistas.

PSTU Paraná

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