Paraná: Beto Richa endurece com as ocupações, mas a luta continua

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Este final de semana marcou uma nova ofensiva do governo do PSDB sobre as ocupações de escolas no Paraná. Depois de o Judiciário conceder em no dia 1º de novembro a reintegração de posse de 25 instituições de Curitiba, agora a pressão se estende às cidades da região metropolitana como Colombo e Almirante Tamandaré.

Oficiais de Justiça intimaram estudantes para audiências com juízes para dizerem se vão ou não desocupar já. Pior ainda: há escolas onde foi dado o prazo de 24 horas para saída de todo mundo.

O governo faz cara de mal, mas tem medo. O que Richa, Temer e o MBL não querem é que os estudantes do Paraná continuem sendo um exemplo nacional, enchendo de coragem milhares de lutadores no Brasil todo.

Novembro é mês de luta!
A intimidação é o que resta aos poderosos, pois a população entende que nossas reivindicações são justas.

Mas a luta vai continuar. Nos dias 11 e 25 de novembro tem manifestações nacionais contra os ataques de Temer. Haverá ainda as Marchas da Periferia no país todo e aqui no estado também, para mostrar a resistência das quebradas.

É preciso que as lutas em cada local estejam a serviço de construir uma greve geral no país. Somente assim derrotaremos os ataques dos governos e poremos para fora todos os que nos atacam.

Os estudantes precisam do apoio da população
Mais do que nunca, estudantes, professores, metalúrgicos e todos que concordam com a luta contra a PEC 55 (antiga 241), a reforma do Ensino Médio do governo, o ajuste econômico que diminui salários, precisam ajudar.

Além disso, o momento exige que os sindicatos, movimentos sociais e estudantis do Paraná e de todo o país apoiem essa luta. Mesmo tendo defendido a saída da greve, o que com certeza atrapalha o movimento de ocupação, a APP (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) precisa jogar seus esforços agora para impedir o PSDB de concretizar seus planos.

Por PSTU Paraná