Ocupar as ruas para derrubar o governo e o Congresso, derrotar as reformas e dizer “não” ao machismo e à opressão

Temer foi pego no mais recente escândalo de corrupção de Brasília. As evidências não deixam dúvidas, o presidente foi gravado assentindo não só com a mesada pelo “cala-boca” de Eduardo Cunha e suborno de procuradores e juízes, como indicando seu homem de confiança, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) como intermediário em negociações de interesse da empresa JBS mediante pagamento de propina. Ou seja, ao mesmo tempo em que costurava os ataques aos direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores, buscando empurrar goela abaixo as reformas da Previdência e trabalhista e destilava todo seu machismo contra as mulheres, Temer seguia dando continuidade ao esquema corrupção no governo.

Ele não foi o único, Aécio Neves (PSDB) também foi flagrado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, para, segundo ele, pagar advogados para defendê-lo nas acusações da Lava-Jato, além de afirmar que o esquema para livrar a cara dos corruptos da Lava-Jato já estava armado, o texto da lei que perdoa crimes de caixa 2 já estaria pronto e seria votado com o consentimento de todos os grandes partidos, PSDB, PT, PMDB, etc. É muita cara de pau!

Todas essas revelações levam esse governo a uma situação insustentável. Mas se Temer já afirmou que não renuncia, já há pressões por parte de setores da burguesia que defendem a eleição de um novo presidente pelo Congresso e, principalmente que a equipe econômica seja mantida e as reformas aprovadas.

Temer não tem mais condições de seguir governando e aprovando leis contra os trabalhadores e o povo, mas tampouco esse Congresso de picaretas e corruptos tem moral ou legitimidade para decidir nosso futuro. Também não devemos depositar nenhuma confiança no Judiciário. Não podemos nos esquecer que, apesar de todas as denúncias contra Renan Calheiros e das expectativas da população, no fim do ano passado o STF manteve Renan na presidência do Senado como forma de garantir a aprovação da PEC que congelou os gastos públicos por 20 anos. Por isso a classe trabalhadora não deve esperar nenhum tipo de acordão vindo de cima.

8M em São Paulo

Por outro lado, não bastam eleições diretas para presidente (como defende o PT, o PSOL e a REDE) e manter esse Congresso a serviço das grandes empresas e da burguesia. A hora é de botar para fora Temer e todos eles, enterrar de uma vez por todas as reformas e apresentar uma saída dos trabalhadores e do povo para a crise. Para isso é fundamental ocuparmos as ruas e construirmos uma Greve Geral de 48 horas que paralise a produção e imponha nosso próprio projeto.

As mulheres trabalhadoras têm cumprido um importante papel na luta contra as reformas e o governo. Não há como negar o impulso que o 8 de março deu à paralisação do 15M que por sua vez foi fundamental para a construção da greve geral de 28 de abril. É hora mais uma vez de mostrarmos nossa força e disposição de luta. É hora de ocuparmos às ruas e gritarmos bem alto: FORA TEMER, FORA TODOS ELES!

Junto com isso vamos levantar também nossas próprias reivindicações: contra o machismo e a opressão, pelo fim da violência às mulheres e pela igualdade de mulheres e homens na sociedade. Só nas ruas e de forma unificada a classe pode impor uma vitória, só enfrentando os preconceitos, a opressão e o machismo podemos unificar as trabalhadoras e os trabalhadores!