O Brasil precisa de uma segunda independência

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    Mais da metade de tudo o que o país arrecada em impostos é entregue aos bancos nacionais e estrangeiros

    como falar de uma verdadeira independência se a economia brasileira nunca foi tão dependente?

    7 de setembro é o dia da independência. Mas como falar de uma verdadeira independência se a economia brasileira nunca foi tão dependente? Cerca de 60% das empresas brasileiras estão nas mãos de estrangeiros. Como falar em soberania se mais da metade de tudo o que o país arrecada em impostos é entregue aos bancos nacionais e estrangeiros? Quase metade de toda a riqueza produzida no país é transferida para agiotas internacionais através do mecanismo da dívida pública. 

    Como falar em uma verdadeira soberania se o governo brasileiro da Presidenta Dilma, assim como fez o PSDB, entrega grandes empresas estatais como a Petrobras cada vez mais ao capital estrangeiro? E, hoje, em plena crise econômica, acelera a privatização da petroleira com a venda de ativos ao capital privado. Como falar em verdadeira independência se o governo brasileiro com o PT, mas também quando o PSDB governava, destina bilhões de dólares para multinacionais que se instalam no país, dinheiro do povo brasileiro, através de isenções fiscais e benefícios? As mesmas empresas, vale lembrar, que hoje demitem trabalhadores em massa só pra continuarem aumentando os seus lucros.

    Esta dependência, por exemplo, é o que nos deixou ainda mais vulneráveis ao avanço da crise econômica mundial. 

    Dessa forma, não há como resolver qualquer problema importante da economia brasileira e da vida do povo sem romper com os bancos estrangeiros e as multinacionais. Para se ter uma verdadeira independência, que não seja meros discursos de política externa, e que garanta de fatos mudanças na vida do povo brasileiro é preciso parar de pagar a ilegítima dívida pública. É preciso acabar com este roubo das nossas riquezas.

    O pagamento da dívida aos bancos impede que tenhamos serviços públicos de qualidade, que acabemos com a desigualdade social e com a dependência do país frente aos países imperialistas. A dívida já foi paga centenas de vezes. Desde a Constituição de 1988 está determinada uma auditoria da dívida, porque se sabe que esses contratos são absurdos.

    Uma segunda independência é possível, mas só se livrarmos o país das amarras da dívida pública e do domínio dos banqueiros e multinacionais, pondo fim ao desvio de dinheiro público às empresas para investir em melhores condições de vida do povo brasileiro. 

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