Novas malas de dinheiro e delações na reviravolta da crise. Fora todos eles!

Malas e caixas de dinheiro encontrados pela PF no apartamento utilizado por Geddel

A crise entre os de cima tem suas voltas e reviravoltas. Na semana que passou foi uma delas. As malas e caixas de dinheiro do Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), ex-ministro de Lula e vice-presidente da CEF no governo Dilma, homem forte e amigo de Temer da vida inteira, impressionam. Na sala de um apartamento, tinha mais dinheiro que em grandes agências de bancos: R$ 51 milhões, que levaram horas para serem contados por maquininhas e funcionárias. Geddel, que estava em prisão domiciliar, voltou para cadeia.

No dia seguinte, as gravações de uma conversa do dono da JBS, Joesley, com seu executivo, Saud, além de confirmar que a burguesia fede, mostrou que a delação da JBS omitiu informações. Também desnudou ainda mais as relações das empresas com o estado burguês (Executivo, Legislativo e Judiciário). O homem que comprou 1.200 políticos, está acostumado a fazer realmente do Estado o gerente direto dos seus negócios. “Nóis não vai ser preso”, disse Joesley, que na conversa mostra como vai enganar até a própria mulher, além de comprar políticos, juízes, procuradores, presidentes etc.

A conversa do Joesley mostra que as gravações do Temer no escurinho do Jaburu, que deu base à primeira denúncia, derrubada da Câmara, pode ser mero aperitivo. Temer ficou feliz com o questionamento da delação do Joesley, porque a desqualificação do bandido pode, junto à Câmara, enfraquecer novas denúncias contra ele. Mas o homem está preso preventivamente pode dizer mais coisas por aí. Se bem que a Câmara não se comoveu com uma mala e agora nem com 7 malas e 8 caixas de dinheiro nas mãos dos melhores amigos do Presidente.

Janot diz ter sido enganado pelo homem da JBS, pediu a prisão do mesmo e o cancelamento dos benefícios que o acordo de delação premiada lhe tinha garantido, caso as omissões se mantenham. O homem diz ter 60 dias para complementar a delação e que só entrega todas as provas, que estariam no exterior, se negociado um acordo. Essa ação foi a que restou a Janot para poder tirar a flecha que atingiu seu próprio pé ao ver questionado o acordo de delação com a JBS, para poder assim manter as flechadas em outros setores, enquanto termina seu mandato.

Nesse sentido, vem aí a nova denúncia contra o Temer, apoiada entre outras, na delação de Lúcio Funaro (ex-braço direito de Eduardo Cunha), que, segundo alguns meios de comunicação, diz ter recebido da JBS dinheiro para ficar em silêncio, e que Temer teria recebido R$ 20 milhões da Gol.

No outro lado, apareceu o depoimento de Palocci ao juiz Sérgio Moro, onde incrimina Lula, como parte de uma conduta para conseguir também ele um acordo de delação premiada, onde promete contar toda a corrupção da qual participou durante os anos de governos do PT. Detalhe: o ministro petista hoje é milionário. Mora nos jardins, em um apartamento que vale R$ 6 milhões, com 5 garagens, e sua empresa declara R$ 11 milhões.

Enquanto os donos da JBS, da Odebrecht, das multinacionais (que levaram bilhões e bilhões em “isenções fiscais” e empréstimos de pai pra filho) e os bancos fazem a festa; aqui embaixo vamos vendo malas aparecerem Rocha Loures com uma mala de R$ 500 mil pro Temer no estacionamento de uma pizzaria e agora, 7 malas e 8 caixas pra outro amigo do Temer. Na cara de pau eles todos receitam para a crise confiscar nossa aposentadoria e fazer uma reforma política para manter esses corruptos no comando do Estado.

Eles estão se estapeando lá em cima pra ver quem fica com o botim do Estado, mas, como representam os de cima, têm acordo em nos roubar e explorar aqui embaixo.

Esse bando de exploradores e corruptos, representantes e capachos dos bancos, das empresas e dos ruralistas, não nos representam. Mais de 90% do povo está contra todos eles. E, no entanto, eles continuam nos explorando, entregando o país e roubando. São os representantes dos empresários, dos banqueiros e dos corruptos. Prometem retomar a votação da reforma da Previdência e querem aprovar uma reforma política que garanta a sobrevivência aos principais e maiores partidos corruptos do Brasil, como o PMDB, PSDB, PT, DEM, PP e que impeça que partidos como o PSTU, PSOL ou PCB se desenvolvam

Geddel enquanto era ministro da Integração Nacional no governo Lula. Foto ABr

Fora Temer e suas reformas! Fora todos eles!
O caminho é a unificação das lutas e uma nova Greve Geral. O Brasil é rico e pode acabar com o desemprego e garantir saúde, educação, aposentadoria e transporte públicos, gratuitos e de qualidade para toda classe trabalhadora e o povo. Mas, para isso, precisa enfrentar banqueiros, grandes empresários, ruralistas e corruptores e corruptos. Trabalhadores e o povo pobre no poder: um governo socialista dos trabalhadores, que governe através dos debaixo, por conselhos populares, em que representantes possam ter revogabilidade de mandato a qualquer momento e que tudo seja decidido diretamente.

Um governo para garantir educação, saúde, moradia, saneamento básico, transporte, lazer, igualdade para negro e negras, mulheres, LGBT’s e igualdade social, acabando com o desemprego, a miséria e os baixos salários. Para isso é preciso não só prender corruptos e corruptores, mas também confiscar seus bens colocar essas empresas sob controle dos seus funcionários e estatizá-las sem indenização. É preciso também parar imediatamente de pagar essa dívida de agiota aos banqueiros (o maior roubo do Brasil), fazer uma auditoria, estatizar o sistema financeiro e colocá-lo também sob controle dos trabalhadores. De igual maneira deve se proceder com o agronegócio e com das multinacionais, que levaram bilhões em subsídios do BNDES, remeteram outros bilhões para o exterior e antes a menor crise, botam pais de família na rua, no desemprego, à mercê da mazela do desemprego e da fome.

Esse país precisa fazer uma revolução socialista, que tire das mãos de um punhado de banqueiros, grandes empresários e corruptos o poder de explorar os trabalhadores, roubar as riquezas que produzimos e entregar a soberania do país para o capital estrangeiro.