segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Por que os revolucionários participam das eleições?

Depois da Copa do Mundo, o clima eleitoral deve tomar conta do país. Veremos, mais uma vez, PSDB, PFL e PMDB, tradicionais representantes do capital, fazerem dezenas de promessas à população para depois governar para os ricos empresários que financiam suas campanhas. Veremos o PT, que também será financiado pela burguesia, mentindo para a população, dizendo que seu governo foi uma “maravilha” para os pobres.

Entretanto, a frustração com o governo Lula estará presente nas eleições. Milhões se sentem enganados, porque alimentaram a expectativa de melhorar suas vidas pelas eleições, com o PT no governo. Como o PSDB, o PT governou para os ricos e afundou na lama da corrupção. A traição gerou crises entre os lutadores. Muitos dão as costas para este partido e buscam uma nova alternativa, seja no terreno das lutas, ou no das eleições.

Nesse sentido, tem muita importância uma frente eleitoral entre PSTU, PSOL e PCB para impedir a fragmentação da esquerda brasileira e se configurar como alternativa contra a falsa polarização entre PT e PSDB-PFL. Também deve servir como um apoio para as lutas dos trabalhadores.

É importante, portanto, iniciar um debate sobre o papel dos revolucionários nas eleições burguesas. Afinal, há muitas dúvidas e desconfianças a respeito dos partidos e das eleições. Dúvidas justas, pois a crise política do ano passado marcou profundamente a consciência de milhões.

Ilusões democráticas
O regime democrático-burguês não tem nada de democrático para as massas. É uma ditadura dos grandes empresários, que se apóia numa ilusão democrática criada pelo mecanismo das eleições. Assim, o povo tem a ilusão de que pode decidir e mudar sua vida pelo voto.

Mas quem controla a economia, os meios de comunicação (TVs, rádios e jornais), a máquina do Estado e tudo que define os resultados eleitorais é a burguesia, o que torna as eleições um jogo de cartas marcadas.

As instituições do regime e as eleições também exercem uma pressão enorme sobre todas as organizações de esquerda e são o caminho mais rápido para a sua domesticação. Foi o que se viu com o PT.

Devemos participar das eleições? Como evitar a domesticação?
Muitos questionam se é possível fugir desta adaptação ou, ainda, se é necessária a participação dos revolucionários nas eleições.

Os marxistas revolucionários não acreditam que a transformação da sociedade será feita “por dentro”, no jogo viciado das eleições. Uma transformação da sociedade só poder ser feita por uma revolução. Mas não subestimam a sua importância política para a reprodução da ordem burguesa e, por isso, não são omissos diante delas, intervindo seja para boicotá-las, seja para denunciá-las como uma farsa, e também para fortalecer as lutas dos trabalhadores.

A opção de participar ou não das eleições é uma questão tática, que tem a ver com o que as massas farão. Numa situação de levante generalizado, que coloque em xeque as instituições da democracia burguesa, os revolucionários podem optar pela tática do boicote das eleições, chamando o voto nulo.

Acreditamos que essa não é a atual situação do Brasil, embora os escândalos de corrupção tenham causado um profundo desgaste no regime. Mas não produziram nenhum ascenso revolucionário e, apesar da desconfiança, a ampla maioria das massas vai votar, justamente porque ainda tem ilusões de que “votando em candidatos as coisas podem mudar”.

Não basta sabermos que a eleição burguesa é um jogo viciado. É preciso convencer as massas disso. O que só pode ser feito por meio de uma forte luta política, e pelas experiências dos próprios trabalhadores com o regime.

Se os revolucionários optassem, neste momento, por uma tática de voto nulo, deixariam o campo livre para a oposição burguesa (PSDB/PFL) capitalizar o desgaste do governo. Por outro lado, permitiriam que setores da massa votassem no PT pela falta de uma candidatura da “esquerda” contra o “retorno da direita”.

A participação dos revolucionários não significa “fortalecer as ilusões no regime”. Toda campanha dos revolucionários deve ser voltada à denúncia da democracia dos ricos, do capitalismo e ao fortalecimento das lutas diretas das massas. As lutas, as greves, as ocupações de terras e mobilizações de rua podem mudar a vida dos trabalhadores e da juventude, não as eleições.

Consideramos mais atuais do que nunca as resoluções da III Internacional, dos tempos de Lênin e Trotsky, que sobre a participação dos revolucionários nas eleições afirmavam: “O método fundamental da luta contra a burguesia, isto é, contra o seu poder governamental, é, antes de tudo, o da ação das massas. Nessa luta de massas (...), o partido dirigente deve, em regra geral, fortificar todas as suas posições legais, fazendo delas pontos de apoio secundário de sua ação revolucionária, e subordinando-as ao plano da campanha principal, ou seja, à luta das massas. (...) A tribuna do parlamento burguês é um desses pontos de apoio secundários (...) A campanha eleitoral em si mesma deve ser conduzida, não no sentido da obtenção do máximo de mandatos parlamentares, mas no sentido da mobilização das massas”.

Os setores da esquerda reformista, adaptados às instituições do Estado, participam das eleições com o objetivo único de eleger seus candidatos. Por isso, entram no vale-tudo eleitoral e suas campanhas se distanciam das lutas. Por isso, rebaixam o seu programa, se aliam a setores da burguesia e aceitam seu dinheiro. A história recente mostrou que repetir esses passos leva qualquer organização de esquerda a se degenerar, como o PT.

O PSTU participará das eleições de outubro apoiando todas as lutas dos trabalhadores. Defenderemos em nossa campanha o fortalecimento da Conlutas, como uma nova ferramenta de lutas frente à rendição governista da CUT e da UNE. Nossa campanha será de oposição ao governo e vai denunciar a farsa da democracia burguesa, dizendo ao povo que só a luta muda a vida.

Nossos candidatos serão metalúrgicos, professores, bancários, estudantes, que defendam um programa revolucionário. Caso eleitos, usaram a tribuna do parlamento para denunciar o regime e divulgar as lutas operárias. Para impedir qualquer adaptação, nossos parlamentares receberão um salário correspondente ao que ganhavam antes. Assim, terão a mesma condição material de vida anterior.

Apresentaremos uma alternativa revolucionária nas eleições para disputar o espaço de oposição ao governo Lula com a oposição burguesa. O PSTU é um partido que pode participar das eleições sem se domesticar, como o PT.
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