sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

Apesar de prisões, greve na Bahia continua

Governo Wagner mantém intransigência e recusa proposta de negociação do movimento

Policiais aprovam greve na Bahia

Raíza

Uma assembleia com mais de 1000 policiais militares, em Salvador, decidiu no início da noite desta quinta-feira pela continuidade da greve. A decisão foi tomada após mais uma tentativa de negociação com o governo.

O Governador manteve-se intransigente e não aceitou a proposta do movimento de pagamento das Gratificações de Atividade Policial (GAP) IV e V em março de 2012 e março de 2013, respectivamente, bem como a revogação das prisões políticas de lideranças da greve e reintegração de Marco Prisco à Polícia Militar, exonerado após a greve histórica de 2001.

A contraproposta do governo foi de escalonamento das gratificações a perder de vista, e sem garantia de liberdade aos presos políticos. Por unanimidade, os PMs rejeitaram a proposta do governo e mantiveram a greve por tempo indeterminado.

"A desocupação não nos derrotou. A PM parou e a culpa é do governador"
Na madrugada de hoje, os grevistas que ocupavam a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), desde o dia 31 de janeiro, deixaram o prédio. Marco Prisco, líder do movimento, foi preso ao deixar a Assembleia.

A decisão de desocupação foi tomada, segundo os grevistas, para evitar um banho de sangue. As justificativas forjadas para o Exército invadir a ALBA e reprimir os manifestantes foram anunciadas pelo Jornal Nacional na noite de quarta-feira. No horário nobre, os grevistas foram chamados de vândalos, tiveram suas conversas telefônicas grampeadas e publicizadas, e ações de greve, como parar a BR e articular um movimento nacional, anunciadas como atividades criminosas.

Digna de um espetáculo que remonta a televisão brasileira na época da ditadura militar, a matéria da Globo foi o que o governo Dilma, à frente do exército, precisava para dar a ordem final. O banho de sangue na ALBA foi evitado, mas não pelo governo. A estratégia de enfraquecer a greve e criminalizar os grevistas, no entanto, continua.

A resposta do movimento foi rápida. "A desocupação não nos derrotou. A campanha da mídia contra a greve não irá nos vencer. A PM parou e a culpa é do governador", declara um dos policiais durante a assembleia. Com a possível adesão de paralisações em outros estados, como Rio de Janeiro e Alagoas, o movimento pode se fortalecer ainda mais.

Visite o Blog do PSTU-BA
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 

JORNAL

OPINIÃO

SOCIALISTA

Uma voz de esquerda operária e socialista

GALERIAS DE FOTOS

Sede nacional:

Avenida Nove de Julho, 925

Bela Vista - São Paulo - SP

Metrô Anhangabaú

CEP 01313-000

(11) 5581.5776

Maceió - AL Mucuri - BA Goiânia - GO Uberlândia - MG Contagem - MG São Francisco do Pará - PA Curitiba - PR Volta Redonda - RJ
Manaus - AM Sede nacional - BR São Luís - MA Belo Horizonte (Centro) - MG Monte Carmelo - MG Belém - PA Maringá - PR Duque de Caxias - RJ
Macapá - AP Juazeiro do Norte - CE Imperatriz - MA Belo Horizonte - Barreiro - MG Campo Grande - MS Belém (Altos) - PA Rio de Janeiro - Zona Oeste - RJ Macaé - RJ
Salvador - BA Fortaleza - CE Timon - MA Divinópolis - MG Cuiabá - MT João Pessoa - PB Niterói - RJ Campos dos Goytacazes - RJ
Camaçari - BA Brasília - DF Itajubá - MG Juiz de Fora - MG Belém (São Bráz) - PA Suape - PE Valença - RJ Baixada Fluminense - RJ
Ipiaú - BA Vitória - ES Uberaba - MG Lavras - MG Rondon do Pará - PA Recife - PE Nova Friburgo - RJ São Gonçalo - RJ
Itabuna - BA Formosa - GO Belo Horizonte - MG Contagem - MG Cametá - PA Teresina - PI Nova Iguaçu - RJ Barra Mansa - RJ

Mais sedes...