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terça-feira, 26 de Julho de 2005 Censura em Itabuna tenta impedir que militantes do PSTU denunciem governo
O estudante de Pedagogia da UESC Júlio Simões, militante do PSTU, expôs as contradições do governo Lula, seu mar de lama de corrupções e a traição dos interesses dos trabalhadores aplicando reformas neoliberais e privatistas como a Sindical, Trabalhista e Universitária. No momento em que falava, Júlio teve o som do microfone interrompido por dirigentes pelegos da API/APLB, ligados ao PT e PCdoB, causando revolta entre os professores, que vaiaram a sordidez e a inescrupulosa censura. A atitude dos sindicalistas, além do ato ditatorial, revela o medo de serem desmascarados perante sua base, adotando métodos traiçoeiros, golpes baixos e todo tipo de truculência que possa evitar o livre debate de idéias num evento que tem como principal objetivo a defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos. No segundo dia do Seminário, o sindicato dos professores de Itabuna colocou seguranças nos portões de acesso com ordens expressas para impedir a entrada dos estudantes e professores filiados ao PSTU. Embora os burocratas do sindicato da API/APLB alegassem que os seguranças estavam ali para proibir a entrada de pessoas não credenciadas no evento, somente os estudantes e professores filiados ao PSTU tiveram sua entrada barrada, pois todas as pessoas, com exceção destes, estando ou não com o crachá de credenciamento tiveram acesso livre ao evento. Outra grande contradição do seminário foi o fato de apesar de ter sido patrocinado pelo Governo Federal, pela prefeitura de Itabuna e por várias empresas privadas, ainda assim foi cobrada uma taxa de inscrição de R$ 10 de todos os professores que participam do evento, sem direito a alimentação. A perseguição e a discriminação política pelo sindicato em relação aos estudantes universitários e professores citados, chegou ao ponto de serem estes proibidos pelos dirigentes do sindicato de efetuar suas inscrições e credenciamento no evento, uma atitude autoritária e discriminatória. Estes dirigentes sindicais nem de longe lembram aqueles que em outros tempos iam para Brasília enfrentar a polícia em greves e manifestações contra o arrocho salarial. Hoje, contradizendo tudo que defendiam repetem os mesmos métodos e perseguições políticas que sofreram no passado. |
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