Não às demissões na Ford de Taubaté! Pela reintegração dos 137 demitidos!

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Os operários estão acampados em frente da portaria da Ford e exigem reintegração imediata

Os operários estão acampados em frente da portaria da Ford e exigem reintegração imediata. Toda a mobilização dos metalúrgicos da Ford ocorre sem o apoio do sindicato ligado à CUT

Na terça-feira, dia 31 de março, a multinacional americana Ford demitiu 137 trabalhadores da fábrica de Taubaté. Os metalúrgicos estavam afastados em layoff (com os contratos de trabalho suspensos temporariamente) há oito meses e estavam fazendo cursos no Senai. As demissões ocorreram um dia depois de o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, filiado à CUT, ter aceitado um acordo garantindo estabilidade aos trabalhadores da fábrica e excluindo os que estavam em lay-off.

Os operários foram comunicados da demissão enquanto estavam no curso do Senai. Indignados, os trabalhadores fizeram um protesto em frente ao prédio do Senai, que travou o trânsito no centro de Taubaté. Logo depois foram em passeata até a Ford, onde fizeram um protesto no portão da fábrica.

Quando os metalúrgicos do segundo turno da fábrica chegaram para trabalhar e foram recepcionados pelos companheiros demitidos, em solidariedade decidiram não trabalhar. Nesta quarta-feira, dia 1°, os funcionários do primeiro turno também aderiram e a fábrica segue parada. Os operários estão acampados em frente da portaria da Ford e exigem reintegração imediata. Toda a mobilização dos metalúrgicos da Ford ocorre sem o apoio do sindicato ligado à CUT.

 

Desde o ano passado, a Ford já demitiu 640 trabalhadores por meio de PDV (Plano de Demissão Voluntária).

As empresas montadoras de carros lucraram muito nos últimos anos com isenção do IPI concedida pelo governo Dilma, bem como outros incentivos fiscais. É hora de exigir do governo que garanta estabilidade no emprego a todos os trabalhadores brasileiros ameaçados pela ganância das empresas. Os metalúrgicos da Ford devem seguir o exemplo dos companheiros da Volks de São Bernardo do Campo e da GM de São José dos Campos. Somente a greve e a mobilização dos trabalhadores podem garantir emprego, salário e direitos.

 
O movimento sindical e popular deve garantir toda solidariedade com os metalúrgicos da Ford de Taubaté. Só a união dos trabalhadores pode vencer a ganância dos patrões e o descaso do governo. Toda a solidariedade com os metalúrgicos da Ford de Taubaté! Reintegração já!