Não à Desnacionalização da Embraer

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    Transferência de produção de aviões para exterior implicará em fechamento de postos de trabalho no Brasil

    Enquanto o Governo Dilma segue transferindo recursos públicos para as grandes empresas, os trabalhadores vivem com a constante ameaça de demissão em massa. É o caso dos trabalhadores da Embraer, uma das maiores fabricantes de aviões do mundo.

    Somente nos últimos cinco anos, foram 4,9 bilhões de dólares em empréstimos pelo BNDES a Embraer para financiamento de exportações. Assim como as montadoras de automóveis, que receberam mais de R$ 10 bilhões em isenção fiscal no governo Dilma e demitiram milhares de trabalhadores, a Embraer quer seguir a mesma cartilha.

    Isso tem sido feito com um processo de desnacionalização da empresa. Já há alguns anos, a Embraer está transferindo para o exterior parte da produção de seus aviões, seja para fábricas da própria Embraer construídas em outros países (como Estados Unidos e Portugal, por exemplo) ou para fábricas contratadas pela Embraer para assumir a produção de peças ou parte da produção dos aviões. Seja da forma que for, a primeira consequência direta é o fechamento de postos de trabalho no Brasil.

    Ainda não é possível dizer o total de empregos que o Brasil perderá com a desnacionalização da produção de aviões, mas não podemos esperar que as estimativas se transformem em realidade. Só para se ter uma ideia, a operação de transferência da produção de jatos executivos para a fábrica da Embraer nos Estados Unidos, prevista para 2016, deve resultar na demissão de 800 trabalhadores da Embraer em São José dos Campos (SP).

    O sindicato dos metalúrgicos de SJC, filiado à CSP Conlutas, já iniciou uma forte campanha contra a desnacionalização da Embraerna região. Mas a luta contra a desnacionalização da Embreaer faz parte da luta mais geral contra as demissões e deve ser encampada por todas as organizações dos trabalhadores. É preciso unificar a luta contras as demissões que ocorrem em todo o país em uma greve geral que faça parar com que os trabalhadores paguem a conta da crise com seus empregos!

     

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