Metalúrgicos da Embraer participam de protesto contra governo Dilma e Congresso Nacional

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Fotos Tanda Melo

Dando continuidade ao movimento pelo “Fora todos eles e Eleições Gerais, já”, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos realizou um protesto nesta segunda-feira (21), na entrada do primeiro turno da Embraer. Cerca de 3 mil trabalhadores seguiram a pé pela Avenida dos Astronautas. A manifestação começou às 5h30 e terminou às 6h30.

Com as mobilizações, o sindicato e a CSP-Conlutas se opõem ao governo Dilma e ao Congresso Nacional e defendem a convocação imediata de novas eleições e de uma greve geral no país. No dia 1º de abril, haverá uma manifestação em São Paulo com sindicatos e movimentos populares que são contra o governo do PT, mas também contra os partidos que formam a oposição de direita, como PSDB, PMDB e DEM. O protesto está sendo convocado pela CSP-Conlutas.

Os partidos que hoje defendem o impeachment estão interessados apenas na disputa pelo poder. Até agora, nem PT nem PSDB nem PMDB atuaram em favor da classe trabalhadora. Todos eles estão juntos quando se trata de beneficiar empresários e retirar direitos dos trabalhadores. Por isso, de nada adianta aprovar o impeachment de Dilma e colocar Michel Temer ou Eduardo Cunha no comando do país”, afirma o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

As manifestações pelo “Fora todos” começaram na sexta-feira (18), com uma passeata na General Motors e uma assembleia na Hitachi. Metalúrgicos de outras fábricas devem participar de novos protestos nos próximos dias.

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que agora defende o impeachment do governo Dilma, também foi alvo de críticas nas manifestações dos metalúrgicos.“Durante todo governo Lula e Dilma, os empresários sugaram os cofres públicos, por meio de incentivos fiscais e financiamentos, e se juntaram aos governantes para retirar direitos dos trabalhadores. Agora, tentam posar de heróis. A Fiesp quer dar continuidade a essa política econômica em que os patrões ditam as regras. O Sindicato e a CSP-Conlutas são contra o governo Dilma, mas não compactuam com o discurso hipócrita dos empresários. A saída dessa crise tem de ser pela mobilização da classe trabalhadora”, conclui Herbert.

O presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros, ressaltou que os trabalhadores têm de entrar em campo para derrubar o governo e o Congresso Nacional.

Não podemos ficar assistindo a esses políticos e empresários corruptos saquearem os cofres públicos. Se quisermos ver alguma mudança, teremos de construir uma greve geral e uma alternativa dos trabalhadores frente ao PT e à oposição burguesa. O povo já está cansado de pagar pela crise, com desemprego, inflação e precarização dos serviços públicos. Em nossa categoria, as mobilizações vão continuar em todas as fábricas”, disse Macapá.