Marcha das Vadias reuniu mil ativistas em Niterói

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O prefeito Rodrigo Neves (PT) teve de encarar mais um dia de luta na cidade. Dessa vez, foi contra o machismo. A Marcha das Vadias vem sendo organizada há quase dois meses por diversos grupos e entidades do movimento social da cidade.
 
As ativistas caminharam pelas ruas do centro da cidade, região onde se concentra parte significativa dos casos de estupro, e terminaram a passeata na prefeitura, onde exigiram medidas do prefeito Rodrigo Neves (PT) para acabar com os casos de abuso na cidade.
 
No panfleto distribuído pela organização do ato, as ativistas denunciam que o número de casos de estupro cresceu quase 250% na cidade nos últimos quatro anos segundo dados oficiais fornecidos pelo Instituto de Segurança Pública. Medidas simples, como aumento da iluminação pública, ajudariam a reverter esse quadro absurdo.
 
Para Patrícia Santiago, servidora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e militante do PSTU, o assédio sexual não tem diminuído. “Nos transportes públicos essa é uma realidade que só cresce”, afirmou.
 
Sem motivação alguma, policiais militares revistaram mochilas de ativistas presentes à primeira Marcha das Vadias de Niterói. Entre outras reivindicações, as manifestantes exigiram o pleno funcionamento da maternidade Alzira Reis (ameaçada de fechamento pela prefeitura), o veto presidencial ao estatuto do nascituro (também conhecido como “Bolsa Estupro”), o fim da violência nas escolas e o “Fora Cabral”.

*Fotos: RaB.

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