Belém: “Construir quilombos hoje é ocupar escolas, lutar contra a PEC 55”

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15078768_1277146615640599_505544702797319206_nNo Dia da Consciência Negra, o PSTU esteve nas ruas de Belém construindo a 4ª edição da Marcha da Periferia. Além de denunciar o racismo na sociedade, a marcha deste ano teve como tema “Aquilombar para Reparar”.

De acordo com Wellingta Macedo, integrante do Movimento Quilombo Raça e Classe, a luta por reparação é histórica e tem a ver com centenas de anos de escravidão, preconceito, e injustiças cometidas às negras e aos negros. “Quilombo é sinônimo de luta, é sinônimo de liberdade. Construir quilombos hoje significa ocupar as escolas e universidades. Significa ir pra rua contra a PEC 55 que é um ataque aos direitos da classe trabalhadora“, disse.

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15056457_1277146188973975_2311710461141074822_nO vereador operário e socialista do PSTU, Cleber Rabelo, também esteve presente, saudando o ato. Para ele, a marcha é importante para lembrar que a luta de Zumbi e do povo negro escravizado não foi em vão e que a luta pela libertação dos oprimidos segue até hoje.

No momento de crise é que os governos querem avançar ainda mais no nível de opressão e exploração, e é necessário que o povo se levante para lutar contra esses ataques. Não podemos aceitar que a classe trabalhadora pague pela crise. É nesse sentido que essa marcha está na rua. E dia 25 é mais um dia de acumulação de forças, rumo à greve geral para botar o Michel Temer pra fora e todos os corruptos do Congresso Nacional“, disse.

PSTU-Belém

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