Mabe de Campinas permanece ocupada

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Ato em apoio à ocupação da Mabe em Campinas (SP)

Operários se solidarizaram com companheiros que foram violentamente desocupados pela polícia em Hortolândia no último dia 3

No domingo, 3 de abril, a Mabe de Hortolândia, no interior São Paulo, foi desocupada pelos policias, que invadiram a fábrica pelos fundos. A PM usou até helicópteros para os policiais descerem de rapel. A violenta ação da polícia arrancou os trabalhadores da fábrica, que tiveram de deixar todos os seus pertences para trás.

O oficial de justiça, agindo de maneira autoritária e abusiva, impediu o sindicato e seus advogados de acompanhar o ato de reintegração como forma de impedir abusos e violências contra os trabalhadores por parte da polícia. Outro abuso cometido pela oficial de justiça foi o de realizar o ato de reintegração em um domingo, às 14 horas, após o fim do expediente do judiciário, inviabilizando qualquer tentativa de os advogados do sindicato conseguir algum mandado judicial que a impedisse.

Os trabalhadores foram pegos de surpresa porque a reintegração vinha sendo negociada com o Juiz de Hortolândia que, em conversa com o sindicato, se comprometeu em aumentar o prazo para saída dos trabalhadores e a não utilizar força policial para realizar a reintegração. Chegou, inclusive, em reuniões com o sindicato e os trabalhadores, dizer-se “sensibilizado” com a situação daqueles que foram desligados da empresa sem nada receber. Os trabalhadores seguem firmes e acampados do lado de fora da fábrica.

O sindicato convocou os trabalhadores da Mabe de Hortolândia para participarem de uma assembleia unificada com os trabalhadores das plantas em Campinas para decidirem os rumos da ocupação.

Os trabalhadores da Mabe de Campinas protestaram ateando fogo em frente à fábrica contra a invasão da polícia em Hortolândia, se solidarizando e prometendo resistir à invasão da PM que pode ocorrer a qualquer momento.

A Mabe recebeu ajuda com isenção de imposto do Governo Federal e agora dá um calote nos trabalhadores. Temos que exigir do Governo Dilma do PT que estatize a Mabe sem indenização e coloque sob o controle dos trabalhadores. As prefeituras de Campinas e Hortolândia devem dar subsídios para os trabalhadores com isenção do IPTU, vale-transporte, água, luz e cestas básicas.

Fazemos um chamado ao Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas a exigir do governo Dilma a estatização da Mabe sem indenização sob o controle dos trabalhadores.

Os operários da Mabe mostraram o caminho com as ocupações das fábricas para lutar contra a crise econômica que os patrões e governos jogam nas costas dos trabalhadores. Todo apoio à luta dos trabalhadores da Mabe! É necessário e preciso cercar de solidariedade as ocupações nesse momento.

A CSP-Conlutas está fazendo um chamado a todos os sindicatos e movimentos sociais a estar presente dia 8 de abril na Mabe de Campinas para prestar solidariedade às lutas dos trabalhadores contra o calote da empresa.

REVEJA reportagem da TV PSTU sobre a ocupação da Mabe