CARTILHA DO SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
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Esta
cartilha é parte da campanha contra a ALCA. Convidamos você que a está lendo
neste momento para se somar a esta campanha, organizando um curso ou uma
palestra em seu local de trabalho, estudo ou moradia, no seu sindicato ou
entidade estudantil para divulgar a campanha.
Vamos
realizar um plebiscito nacional contra a ALCA entre os dias 1 e 7 de setembro, e
contamos com você para ajudar a realizá-lo .
O
que é a ALCA
É uma proposta do imperialismo norte americano, lançada em 94 na Iª Cúpula
das Américas em Miami. Tomou um novo ritmo a partir da 2ª Cúpula
no Chile , em 1998.
Este acordo reunirá, caso seja implementado, em um mesmo
“bloco comercial”, a maior potência
imperialista do planeta , os EUA e
33 outros países que, juntos, tem três vezes mais habitantes que os EUA
e um PIB três vezes menor. A ALCA seria assim uma “zona de livre comércio”
com os EUA e todos os outros países das Américas (menos Cuba). Ou seja , na prática
, estes países
seriam anexados aos EUA.
Neste
momento a ALCA se desenvolve com 9
grupos de negociações , em reuniões realizadas em Miami, onde se impõem as
ordens dos lobbies das grandes empresas dos EUA. Os prazos já acertados indicam
o final destas negociações em janeiro de 2005, para que entrem em vigor , no máximo
até dezembro de 2005. No entanto , o governo dos EUA está pressionando para
antecipar todos estes prazos, para que as negociações se encerrem na reunião
dos ministros da área que se realizará em outubro próximo no Equador
e a ALCA seja aprovada na 4ª Cúpula das Américas em abril de 2003 em
Buenos Aires. Ou seja , poderemos ter já no ano que vem a ALCA aprovada pelos
governos da América.
As
conseqüências da ALCA:
1-
Grande aumento do desemprego
Através
da ALCA, não existiriam mais fronteiras para o capital nesta área, com a abolição
de todas as tarifas alfandegárias. As tarifas alfandegárias são a forma de um
país defender sua produção da concorrência estrangeira. Assim um produto
importado paga tarifas que o tornam mais caro que o feito no próprio país. Com
o fim das tarifas, este produto importado pode ser vendido aqui pelo mesmo preço
de seu país de origem. Como as grandes empresas imperialistas tem uma
produtividade muito superior, seus produtos são mais baratos, arrasando as
empresas nacionais. Com os planos neoliberais isso já vem sendo feito,
reduzindo muito as tarifas com
efeitos arrasadores, destruindo por exemplo uma indústria de computadores que
vinha nascendo e o tradicional setor industrial de autopeças.
Com
a ALCA, as tarifas seriam diretamente suprimidas, terminando de vez com as
empresas nacionais que sobraram. Seria como
o Carrefour instalado ao lado de uma vendinha de esquina, ou uma Blockbuster ao
lado de uma videolocadora de bairro.
As
expectativas de “abertura do mercado norte americano às empresas
brasileiras” são completamente infundadas. Em primeiro lugar pela enorme
disparidade entre as duas economias. Em segundo lugar , mesmo nos poucos setores
em que as empresas instaladas no Brasil com possibilidades de exportação para
os EUA (a maioria delas também com
forte presença estrangeira), não existirá nenhuma facilidade. As restrições
a importação ao aço brasileiro e os subsídios a agricultura dos EUA pelo
governo Bush mostram que essa conversa sobre o “livre mercado”, significa em
essência liberdade para as multinacionais.
A
conseqüência óbvia deste plano seria a ampliação do mercado para as grandes
empresas norte americanas e a falência das empresas nacionais que restam.
Ocorreria um retrocesso industrial
no país, com uma enorme ampliação do desemprego, que poderia chegar a índices
como 30-40%. Um exemplo claro é a Argentina. Neste país se impôs um
planos neoliberal mais radical que no Brasil (com a redução quase
completa das tarifas, a semidolarização
da economia, a privatização de todas as estatais e a flexibilização dos
direitos trabalhistas), uma espécie de teste do que pode ser a ALCA. O
resultado foi uma devastação que só pode ser comparado aos efeitos de uma
guerra, levando a crise atual do país. O desemprego passou de 7%
(há cerca de quinze anos atrás) para os 30% atuais.
2-
Redução dos salários e direitos
A
implantação da ALCA vai fazer com que os ataques aos salários e direitos dos
trabalhadores se intensifiquem, para “poder concorrer” com empresas que
pagam ainda menos em outros países. No México por exemplo, depois da implantação
do NAFTA (um tratado precursor da
ALCA, imposto em 1994), os salários de reduziram 20%. Antes do NAFTA os salários
de um trabalhador mexicano eram 4 vezes menores que os de um norte americano, e
depois ficaram 10 vezes menores. Por este motivo, os mexicanos que vivem na
pobreza passaram de 40%
antes da NAFTA para 75%
nos dias de hoje.
O
ataque que o governo FHC está fazendo neste momento contra a CLT é parte da
preparação para a ALCA. Quer alcançar a situação de outros países, que estão
mais avançados na implantação do plano, e em que já não existem mais férias,
13º salário, licença maternidade, aposentadoria , etc.
A
privatização da saúde e da educação já vem sendo implementada através dos
governos de FHC, com a redução das verbas para as escolas e hospitais públicos
e os incentivos as empresas privadas. Com
a ALCA isso seria completado com a privatização das universidades
e hospitais públicos e o livre acesso do capital estrangeiro a estes
serviços. Não é por acaso que a educação é considerada simplesmente como
um item a mais para a obtenção de lucros ( “ mercado de serviços
educacionais”), nos planos da Organização Mundial de Comércio.
4-
Privatização das últimas estatais
Para
evitar as “práticas comerciais restritivas” as últimas estatais do país
serão privatizadas. Os brasileiros já tiveram a sua experiência com o
que significou a privatização da energia elétrica , com os apagões e o
aumento dos preços das tarifas. Agora vão querer fazer o mesmo com a água,
assim como a Petrobrás, Banco do
Brasil, CEF.
5-
O controle férreo da tecnologia
A
ALCA vai legalizar e ampliar o controle ditatorial da tecnologia em mãos das
multinacionais , através da chamada “defesa da propriedade intelectual” . A lei das patentes aprovada pelo Congresso brasileiro já
é parte desta estratégia. Conhecimentos sobre plantas e medicamentos que foram
compartidos por gerações e gerações de camponeses por exemplo, podem ser
tornados propriedade das grandes empresas. A
Dupont (grande multinacional) patenteou um tipo de milho, muito semelhante a
outros seis tipos que há séculos vem sendo plantados pro camponeses mexicanos.
Agora a multinacional pode processar estes camponeses ou exigir deles um
pagamento por utilizar estas sementes. O
Greenpeace denuncia também
que as multinacionais se apoderam de tipos conhecidos de grãos e hortaliças,
as patenteiam e depois cobram
royalties por elas. Uma lata de sementes de um tipo de tomate aumentou seu preço
300 vezes depois de “patenteada”.
Como
parte deste mesmo plano, os produtos transgênicos , que são um grande negócio
das multinacionais como a Novartis, Dupont, Aventis, Monsanto vão ter as portas
abertas.
6-
Perda do controle energético , da água ..e a ameaça a Amazônia
A
ALCA vai transformar as fontes de energia de nossos países em “propriedade
hemisférica”, ou seja propriedade dos “donos”
do hemisfério , as grandes empresas dos EUA. O
acesso ao petróleo , gás natural e eletricidade e água
devem fazer parte da ALCA. Como dizia Bush em Washington: “o gás que se encontre no México é hemisférico. Para
beneficio dos Estados Unidos e Canadá (...) Uma boa política de energia é uma
que entenda que temos energia em nosso hemisfério”. As estimativas dos EUA
indicam que a demanda mundial crescerá mais de
50% entre 1993-2015. Por isto o tema energético para os EUA é um
problema de “Segurança nacional”.
Isto
levaria no Brasil não só a privatização da Petrobrás e da água no Brasil ,
como também a uma ameaça a todo um eco-sistema como a Amazônia. Bush já propôs
trocar parte da dívida externa pelo arrendamento da Amazônia.
Não é por acaso que em alguns livros
escolares dos EUA a Amazônia já não faz parte do Brasil.
Hoje
o controle militar do imperialismo
sobre a Am. Latina está sofrendo profundas mudanças. Antes se apoiava nos exércitos
nacionais subservientes a seus propósitos de dominação. Hoje está cada vez
mais apostando em uma dominação mais direta e presente. Os exércitos estão
nacionais estão sendo reduzidos , deixando de haver o serviço militar obrigatório
para se transformar em “exércitos profissionais”. Assim deixam de sofrer
uma influência dos setores mais populares em suas bases. Na Argentina este
processo já foi implantado , com a redução das FFAA de 120 para 30 mil
militares. As FFAA mudariam seu papel de “defesa da soberania” (que nunca
cumpriram mesmo) para a tarefa de guardiãs da ordem interna.
Junto
com isto se generaliza a presença de bases militares norte americanas em nossos
países, a qualquer pretexto (a luta contra o narcotráfico, ou qualquer outro).
No Brasil , a base de Alcântara já é parte desta estratégia. Com a ALCA este
processo vai se generalizar.
A dívida
externa escraviza a América Latina
Através
do pagamento da dívida externa a maior parte dos recursos dos países
latino-americanos vão parar nos bolsos dos banqueiros e das grandes
transnacionais, principalmente norte-americanos. Um dos objetivos da ALCA é
garantir que esta fonte não vai secar.
Veja
como cresceu a dívida nas últimas décadas:
1975
= 80 bilhões de dólares
1990
= 440 bilhões de dólares
2001
= 800 bilhões de dólares
(ilustrar
com 3 sacos de dinheiro que vão aumentando de tamanho)
O
que foi pago entre 1992 e 1999 = 913 bilhões de dólares
(Ilustrar
com sacos de dinheiro: 913 bilhões -
800 bilhões = 113 bilhões) a mais do que estamos devendo hoje).
Isto
prova que a dívida já foi mais do que paga, mas continuamos a pagá-la
eternamente.
Para
libertar nossos países desta verdadeira escravidão é preciso NÃO PAGAR A DÍVIDA
EXTERNA e usar o dinheiro para acabar com o desemprego e a miséria.
VEJA
O QUE SERIA POSSÍVEL FAZER COM O DINHEIRO DA DÍVIDA
De
1994 a 2000 o governo mandou para o FMI, bancos e empresas transnacionais 552
bilhões de reais. Veja aqui algumas coisas que o governo
poderia
fazer pelos trabalhadores com os 233 bilhões e 352 milhões de reais enviados
aos credores internacionais de 1994 a 1998.
Teria
sido possível criar 504 mil empregos diretos em montadoras de automóveis. Ou
então criar 10 milhões e 500 mil empregos diretos em indústrias têxteis.
Ou ainda criar 15 milhões e 750 mil empregos diretos na construção civil.
Teria
sido possível dar uma casa de três quartos e um automóvel Gol zerado para
cada família brasileira. Teria sido possível construir 15 milhões e 556 mil
moradias populares, de 35 metros quadrados, em lotes de 200 metros quadrados,
ao custo unitário de 15 mil reais.
Educação
O Brasil poderia duplicar seus gastos em educação. Ainda
sobraria dinheiro para construir 6 milhões e 565 mil escolas (a l3 mil
reais cada).
Teria
sido possível aumentar o gasto em saúde, de 670 para 1100 reais por pessoa
no Brasil. Ou então construir 948 mil postos de saúde a um custo de 90 mil
reais cada.
Teria
sido possível assentar 5 milhões e 833 mil famílias de agricultores,
ao custo de 40 mil reais cada uma. Ou seja, acabaria com o problema dos
sem-terra no Brasil, estimularia a atividade econômica, baratearia o preço
dos alimentos, e ainda reduziria a população dos grandes centros.
Teria
sido possível financiar 96 bilhões de reais ao ano, chegando aos 50% de
financiamento da produção. Nos países ricos, o crédito rural chega a
atingir 80% do valor produzido.
A ALCA
será a recolonização de nossos países
A
soberania de nossos países já é questionada claramente pela dominação
existente nos dias de hoje pelo imperialismo. São os planos do FMI que ditam as
regras de nossos países e não a vontade de nossos povos. Com a ALCA esta
dominação daria um salto nos fazendo retroceder a época das colônias.
O
exemplo do México hoje deve ser estudado por todos. Com a implementação
do NAFTA, o México é praticamente uma colônia dos EUA. O capítulo XI
do NAFTA (que será estendido a ALCA) reconhece as empresas como sujeitos de
direito internacional , com os mesmo direitos de um estado nacional . Este mesmo
artigo proíbe não só as
expropriações das empresas estrangeiras como as medidas “equivalentes a
expropriações”. Se uma empresa julga que uma medida de um governo nacional,
estadual ou municipal está afetando seus lucros pode processar este estado, e o
conflito será julgado por um “Painel Arbitral” dirigido pelo Banco Mundial
, ou seja, pelos EUA. O
caso mais conhecido é o da empresa estadounidense Metalclad Corporation. Depois
de uma luta popular , esta empresa foi proibida pelo governo municipal de seguir
armazenando lixo tóxico no município de San Luís de Potosi. A empresa
processou o governo, e o “painel arbitral” obrigou o governo a retroceder e
ainda pagar uma multa de 18 milhões de dólares a empresa. Outro caso
semelhante ocorreu no Canadá, onde a empresa norteamericana de correios
UPS processou o correio estatal
local por ter “preços muito baixos”, conseguindo uma indenização e o
aumento dos preços da empresa estatal.
Além
disso , como parte da ALCA virão as pressões para a dolarização das
economias , que já existe no Equador, Guatemala, El Salvador e Panamá.
Assim,
com a ALCA a dependência de nossos países
daria um salto fazendo nos retroceder a época das colônias, ao
deixar de existirem as características principais que definem uma nação:
-
pela inexistência das fronteiras econômicas
-
pelo controle da economia muito maior e direto pelas empresas estrangeiras
-
pelo controle das FFAA
-
pelo controle jurídico estrangeiro
-
pela possível perda da moeda com uma dolarização
A saída
é a defesa do MERCOSUL?
Existem vários companheiros entre os que estão fazendo
conosco a campanha da ALCA que opinam que a alternativa a ALCA é a defesa do
Mercosul. Para estes companheiros , o Mercosul seria uma espécie de resistência
dos países do Cone Sul ao imperialismo que poderia se desenvolver e se
transformar em uma alternativa a ALCA.
Na verdade, o Mercosul foi uma iniciativa das grandes
empresas instaladas no Brasil e Argentina, a maioria delas multinacionais, para
explorar os mercados dos países do cone sul. Foi firmado em março de 2001 , e
nestes 11 anos de existência o Mercosul foi parte dos planos do imperialismo de
recolonização do continente. As grandes empresas automobilísticas instaladas
no Brasil e Argentina foram as grandes beneficiárias deste acordo, que não
trouxe nenhum benefício para os trabalhadores brasileiros. Nestes 11 anos vimos
nossos salários e empregos diminuírem, enquanto os lucros das grandes empresas
aumentaram.
Além disso, o imperialismo reproduz relações de dominação
entre os países, com os mais fortes explorando os mais fracos. Assim , dentro
do Mercosul ,todos são explorados pelas empresas imperialistas, mas além disso
o Brasil explora a Argentina, juntos Brasil e Argentina exploram o Paraguai e
Uruguai, etc. A Argentina quebrou, pelas imposições do imperialismo e o
Mercosul foi parte da piora da situação argentina. Hoje uma grande parte da
imprensa argentina tenta jogar a
culpa da crise nos “brasileiros”, pelo Mercosul.
Se queremos fazer uma luta conjunta com os trabalhadores de
distintos países contra a ALCA, não podemos defender um acordo que explorou e
explora nossos países, a serviço das grandes empresas estrangeiras aqui
instaladas. Com a defesa do Mercosul, só vamos conseguir a justa desconfiança
enorme dos trabalhadores argentinos, uruguaios e paraguaios. A nossa alternativa
não pode ser a mesma de FHC, da Ford, da Volkswagen.
Existe
uma alternativa contra a ALCA? Existe, se entendermos a luta contra esta dominação
imperialista como parte de uma luta de classes.
A
ALCA não é uma luta entre os
“brasileiros” ou “latinoamericanos” contra os “norteamericanos”.
As grandes empresas norte americanas e o governo dos EUA são os nossos inimigos
em relação a ALCA. Os trabalhadores nos EUA podem e devem
ser nossos aliados . Na mobilização de Quebec contra a ALCA, por
exemplo, existiam centenas de sindicatos e 5 Centrais Sindicais dos EUA e Canadá.
Dirigindo
nossos países estão, por outro lado, as grandes burguesias e governos aliados
ao imperialismo, defensores da ALCA
. O governo FHC vem aplicando todas as receitas do FMI. Os atritos que tem com
os planos da ALCA são de ritmos e de aspectos menores, tendo acordo na essência
com o plano imperialista. Se depender destes governos que dirigem a Am. Latina,
no ano que vem, ou no máximo em 2005 a ALCA será implantada. Os grandes
setores da burguesia estão já ligados ao imperialismo por associações
diretas em suas empresas, ou contratos financeiros e ou tecnológicos. Preferem
ser sócios menores ou gerentes, juntos no plano da ALCA, a enfrentarem o
imperialismo.
Não
existe por isso nenhuma possibilidade de uma “alternativa capitalista
nacional”, com o “desenvolvimento do mercado interno” . Ou se está contra
a ALCA e se aponta um caminho alternativo, apoiado na mobilização dos
trabalhadores, e com um programa dos trabalhadores, ou se capitula a ALCA.
É
preciso romper com a ALCA, com o FMI, parar de pagar a dívida externa. A
ruptura com o imperialismo, a conquista de uma segunda e verdadeira independência
é uma necessidade vital, sem a qual não conseguiremos ter nenhum avanço em
relação aos nossos empregos, salários, educação, moradia, saúde.
Para
romper com a ALCA e o imperialismo
é necessário construir uma alternativa solidamente apoiada nos trabalhadores,
na juventude e na população pobre do país. Um programa dos trabalhadores da
cidade e do campo que enfrente o imperialismo , é um programa anticapitalista.
A alternativa a ALCA é a luta pelo socialismo, com um programa que inclua :
Soberania
sim, ALCA não
Não
pagamento da dívida externa
Ruptura
com o FMI
Reforma
Agrária sob controle dos trabalhadores
Aumento
salarial e reajustes de acordo com a inflação
Plano
de obras públicas contra o desemprego
Reestatização
das empresas privatizadas
Estatização
dos bancos e todo o sistema financeiro
Expropriação
das grandes empresas multinacionais
A
América Latina começa a viver grandes lutas neste momento, em um enfrentamento
contra os planos do imperialismo, que podem ser unificados. A luta em curso
neste momento na Argentina é um exemplo para todo o continente. Se os
trabalhadores do Brasil se juntassem a este processo , assim como ocorressem
grandes mobilizações em outros países, poderíamos, juntos derrotar a ALCA. O
imperialismo e as grandes burguesias e governos estão unidos pela ALCA. Nós,
os trabalhadores devemos nos unir contra a ALCA , e por uma alternativa
socialista.
Um
grande plebiscito contra a ALCA em setembro
Comitês
em todos os sindicatos, empresas, escolas e bairros
Vamos
realizar um plebiscito contra a ALCA de 1 a 7 de setembro no Brasil, a semelhança
do que fizemos em 2000 quando conseguimos que 6 milhões de pessoas votassem
contra a dívida externa.
Para
isso é fundamental que todos os companheiros se engajem nesta luta, organizando
um comitê em seu sindicato, escola, empresa ou bairro. Este comitê terá a
tarefa de divulgar a nossa campanha e organizar o plebiscito neste lugar. A
primeira tarefa dos companheiros nestes locais deve ser a de organizar uma
palestra para a divulgação de nossa campanha.
Todos
os sindicatos e entidades estudantis e populares devem divulgar esta campanha em
seus boletins sindicais , com o objetivo de incorporarem a luta contra a ALCA
como parte de suas lutas reivindicativas contra as modificações
na CLT, por melhores salários, etc.
Devemos
também cobrar de todos os candidatos identificados no campo dos trabalhadores ,
em particular de Lula, que assumam o compromisso de que, caso sejam eleitos, não
assinem o acordo da ALCA. Além disso, estes candidatos devem divulgar a nossa
campanha em seus horários eleitorais nos rádios e tevês.
Vamos juntos todos os trabalhadores da cidade e do campo, jovens e desempregados, organizar um grande plebiscito contra a ALCA em setembro!