Governo faz mais cortes em gastos sociais para agradar os banqueiros

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    Ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) anunciam cortes do governo

    Entre a revolta dos trabalhadores com as medidas adotadas até agora pelo governo e a reclamação dos banqueiros, o governo não teve dúvida a quem atender

    Em resposta ao rebaixamento da nota do Brasil pelas agências de risco, porta-vozes do sistema financeiro, ou seja, dos agiotas internacionais, o governo da presidenta Dilma decidiu cortar mais gastos sociais para buscar garantir o superávit primário para pagar os juros da dívida pública. E veja que só nos primeiros seis meses deste ano, o governo já repassou aos bancos mais de 450 bilhões de reais…
     
    Diz muito sobre a natureza deste governo. Entre a revolta dos trabalhadores com as medidas adotadas até agora pelo governo e a reclamação dos banqueiros, o governo não teve dúvida a quem atender. Mais uma vez, para beneficiar os bancos e as grandes empresas, o governo ataca os direitos sociais dos trabalhadores.
     
    Estas são as medidas anunciadas pelo governo:
    – Adiamento do reajuste dos servidores: R$ 7 bilhões
    – Suspensão dos concursos públicos: R$ 1,5 bilhão
    – Eliminação do abono de permanência: R$ 1,2 bilhão
    – Projeto sobre o teto de remuneração dos servidores: R$ 800 milhões
    – Redução nos gastos administrativos e com cargos: R$ 2 bilhões
    – Corte no Minha Casa Minha Vida: R$ 4,8 bilhões
    – Corte no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) via emendas parlamentares: R$ 3,8 bilhões
    – Corte na Saúde: R$ 3,8 bilhões
    – Corte no programa de subvenção de preços agrícolas: R$ 1,1 bilhão
     
    CPMF é imposto que só os pobres vão pagar
    A outra medida anunciada é a retomada da CPMF, o imposto do cheque. A explicação do governo de que, ao ser um imposto cobrado sobre o cheque o sacrifício ficará distribuído por todos, beira o cinismo. Todos sabemos que os empresários repassarão os custos deste imposto para o preço das mercadorias. Também aqui os pobres (que não tem a quem repassar o aumento dos preços) é que arcarão com a conta.
     
    Basta de Dilma/PT e também de PMDB e PSDB
    Estas medidas que acabam de ser anunciadas mostram claramente que os trabalhadores precisam tomar as ruas para dar um basta neste governo. Mas é preciso colocar pra fora também esta corja do PMDB e do PSDB que, no governo ou no Congresso Nacional, estão juntos para atacar os trabalhadores e defender os banqueiros.
     
    Por isso, o impeachment não é a solução. De que adiantaria tirar Dilma para colocar no lugar um Michel Temer ou Eduardo Cunha do PMDB, ou Aécio Neves do PSDB? Seria trocar seis por meia dúzia.
     
    Mas os trabalhadores, sim, precisam se organizar e ir às ruas para derrubar este governo e botar para fora, junto com ele, toda essa corja do PMDB e do PSDB.
     
    Esta é a unica forma de parar os ataques aos diretos e ao emprego dos trabalhadores. E é também nesta luta que poderemos construir uma alternativa da nossa classe para governar o Brasil, para mudar o nosso país e garantir vida digna para os trabalhadores e o povo pobre.
     
    18 de setembro: Todos na Avenida Paulista em São Paulo
    Dia 18 de setembro é dia de luta contra o governo Dilma/PT e contra a oposição burguesa do PMDB e PSDB. É dia de lutar contra o ajuste fiscal e os cortes dos nossos direitos; é dia de lutar contra o desemprego; é dia de lutar contra toda forma de opressão aos negros e negras, às mulheres e às pessoas LGBT; é dia de lutar contra a corrupção; é dia de colocar para fora toda a revolta que sentimos com a situação em que se encontra nosso país.
     
    É dia de ir às ruas para construir uma saída dos trabalhadores para a crise que vive o país. Venha pra luta você também!
     

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