Essa quadrilha não tem autoridade para roubar nosso emprego e aposentadoria

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A primeira delação da Odebrecht de Cláudio Melo Filho escancara as relações das empresas com o Congresso Nacional. Um especialista em aliciar, corromper, pagar e receber favores, com título de “Diretor de Relações Institucionais”, bota a boca no trombone e confirma o que o PSTU fala há anos: não existe doação eleitoral das empresas, existe investimento e roubo de dinheiro público .

Toda a cúpula do Planalto foi envolvida começando com o Temer e atingindo em cheio Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL), Eunício de Oliveira (PMDB-CE), Eliseu Padilha, etc. Como se trata de roubalheira e ajuda às empresas, o PSDB não podia ficar de fora e todos seus caciques aparecem na lama: Serra, Alckimin , Aécio.

A longa lista, apesar de ser a primeira, não poupa políticos de todos os partidos burgueses, e também do PT, que já não é novidade, como Marco Maia (PT-RS), Jaques Wagner, e gente do PCdoB como Orlando Silva. Todos negam, mas os fatos são evidentes e a crise vai continuar nos próximos dias.

Acontece que esta turma toda está prestes a votar no Senado a PEC 55 e na Câmara dos Deputados começa a rolar a reforma da Previdência. É este bando de ladrões, “Caranguejo”, “Boca Mole”, “Santo”, que quer acabar com a nossa aposentadoria após ter assaltado por anos os cofres públicos, com a desculpa que não tem dinheiro para a Previdência.

Esta quadrilha não tem nenhuma moral para falar em austeridade e arrancar nosso emprego, nossos direitos e nossa aposentadoria. É preciso parar o pais, é preciso uma Greve Geral para impedir que esta turma continue roubando nossas esperanças. Que se juntem todos a Cabral e Cunha na cadeia! Prisão de todos os corruptos e corruptores! Que devolvam todo o dinheiro roubado!

Desculpa da Odebrecht não basta. Pela estatização sem indenização de todas as empresas metidas em corrupção. Fora Temer! Fora todos! Fora este Congresso corrupto! Por um governo socialista dos trabalhadores apoiados em conselhos populares.

Luiz Carlos Prates, o “Mancha”, de São José dos Campos (SP)