1970
No Chile, Salvador Allende torna-se o novo presidente.
Moreno escreve Lógica marxista e ciências modernas.
1972
Moreno adota uma posição que vai gerar muitas polêmicas na esquerda argentina:
a necessidade de utilizar as margens legais conquistadas a partir do cordobazo.
O PRT (A Verdade) sob a ditadura militar, abre locais semilegais e chega a um
acordo com um setor do socialismo para legalizar um novo partido e participar
das eleições. Esse novo partido é o PST (Partido Socialista dos Trabalhadores).
No Chile, um grupo de exilados brasileiros entram em contato com a IV Internacional
e formam o grupo Ponto de Partida.
1973
Um golpe militar encabeçado por Augusto Pinochet derruba o governo de Salvador
Allende e desata uma violenta repressão contra as organizações de esquerda e
os ativistas operários e populares.
Enquanto a ampla maioria da esquerda argentina não participa das eleições, o
PST leva adiante uma campanha eleitoral vitoriosa. O partido multiplica várias
vezes seu número de militantes (supera os mil).
1974
Na Argentina, a partir do interior do governo, surge a Tríplice A (Aliança
Anticomunista Argentina), que confecciona listas de militantes de esquerda e
militantes populares aos quais exige que saiam do país. Aqueles que não
cumprem a exigência são sumariamente colocados fora da lei. Nahuel
Moreno encabeça uma das primeiras listas.
Militantes do PST começam a ser assassinados e as sedes são metralhadas e atacadas
com bombas. Moreno chama publicamente a esquerda a formar grupos de autodefesa
comuns para proteger as sedes dos diferentes partidos de esquerda. A esquerda
não responde. A direção do PST ordena a seus militantes que defendam as sedes.
O grupo Ponto de Partida começa a retornar ao Brasil, onde continuam construindo
a Liga Operária e publicando o IO.
1975
Greve Geral contra o governo de Isabel Perón derruba seus dois ministros
mais importantes: Rodrigo e López Rega.
Os ataques contra o PST se multiplicam. A sede central é metralhada.
A partir daí a direção do PST decide fechar os locais e
passar toda a militância à clandestinidade.
Moreno visita Portugal e toma contato direto com a revolução.
1976
Golpe militar na Argentina. Milhares de ativistas operários e populares são
presos, torturados e assassinados.
Moreno sai, clandestinamente, da Argentina e vai para Bogotá, na Colômbia. Aí
funda a Tendência Bolchevique (TB), que um tempo depois se transforma em fração
(FB).
Moreno ganha o Bloco Socialista da Colômbia para a IV Internacional e para a
Tendência Bolchevique, o qual vai se transformar no Partido Socialista dos Trabalhadores.
Com essa nova localização, Moreno, junto com um grupo de quadros argentinos,
e com a direção do PST colombiano, impulsiona a construção de organizações revolucionárias
no Panamá, Costa Rica, Nicarágua, México, Suécia, El Salvador, Espanha, Portugal,
EUA, Brasil, Peru...
1977
Na Nicarágua se generaliza a luta contra o ditador Somoza. A FSLN (Frente Sandinista
de Libertação Nacional) começa a ser vista com simpatia por amplos setores da
população. A Fração Bolchevique levanta a palavra de ordem: Vitória à FSLN!
No Brasil, o pequeno núcleo da Liga Operária, como parte da Fração Bolchevique
dirigida por Moreno, se implanta na realidade nacional. Em três anos de atuação
já passa para 300 militantes.
Moreno viaja para a Europa. Na Espanha, Moreno acompanha de perto os primeiros
passos da criação do Partido Socialista dos Trabalhadores (PST).
1978
Na Nicarágua se generaliza a insurreição popular.
No Brasil, o Movimento Convergência Socialista, impulsionado pela Liga Operária
(que toma o nome de PST) faz sua Primeira Convenção Nacional com a participação
de mais de 1200 pessoas.
Moreno, desde o exílio, acompanha a heróica luta do PST contra a ditadura militar
na Argentina. Em diversas oportunidades se reúne clandestinamente no Brasil
com a direção do partido argentino, até que é preso (após participar da Convenção
da Convergência Socialista).
Uma campanha internacional, a que aderem personalidades de todo o mundo, impede
que a ditadura brasileira o envie à Argentina, onde possivelmente seria preso
ou desapareceria. O governo brasileiro deporta Moreno para a Colômbia.
Antes de ser preso, Moreno recomenda aos dirigentes do PST brasileiro que chamem
os sindicalistas e os trabalhadores a construir um PT (Partido dos Trabalhadores).
1979
No Brasil, os militantes da CS, seguindo o conselho de Moreno, convocam a construção
de um PT. No IX Congresso dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo, José Maria
de Almeida, um operário metalúrgico da CS, propõe que se vote um manifesto convocando
“todos os trabalhadores brasileiros a se unir na construção de seu partido,
o Partido dos Trabalhadores”. A moção é aprovada. Começava assim a construção
de um dos maiores partidos operários do mundo.
Na Colômbia, o Partido Socialista dos Trabalhadores, orientado por Moreno, convoca
publicamente a formação da Brigada de Voluntários Simón Bolívar para se juntar
à FSLN na luta armada contra Somoza.
Depois de 45 dias de greve geral, Somoza e os comandantes da Guarda Civil fogem
do país. As colunas da FSLN entram em forma triunfal em Manágua.
Por orientação de Moreno, depois da queda de Somoza, a Brigada Simón Bolívar
se dedica a organizar a classe operária construindo sindicatos.
Os sandinistas detêm os brigadistas e os expulsam do país, entregando-os à polícia
do Panamá. A Fração Bolchevique chama o Secretariado Unificado a repudiar a
repressão da Brigada, mas o SU envia à Nicarágua vários de seus mais importantes
dirigentes para conversar com os sandinistas, entregando a eles uma carta em
que condenam a Brigada.
A Fração Bolchevique, dirigida por Moreno, rompe com o SU.