
1º
dia: 'Estou em casa'

Na quarta-feira, dia 9 de dezembro, pouco mais de um mês antes do terremoto, Eduardo Almeida desembarca no Haiti. Nesta carta, ele envia suas primeiras impressões, mostrando uma situação distinta da que encontrou em 2007, na primeira viagem. Desta vez, o repúdio às tropas da ONU é evidente, e pode ser visto nas pichações.
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2º
dia: 'A classe operária começa a se
mover'

Eduardo conversa com operários da capital, Porto Princípe, sobre os protestos de rua em defesa do aumento do salário mínimo, em agosto. Apesar da forte repressão e das demissões que se seguiram, percebe o orgulho no rosto de cada um.
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3º
dia: 'Bill Clinton, George Soros e o Haiti'

Eduardo conta sobre o trabalho nas maquiladoras e os interesses norte-americanos no país. Por trás da visita de Clinton e das declarações dos Estados Unidos, o plano para aproveitar ainda mais a mão de obra miserável, para produzir as calças jeans famosas para os EUA.
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4º dia: 'Nas ruas de Le Cap'

Eduardo visita a segunda cidade do Haiti. Em uma região agrícola, apenas com a luz das estrelas, ele recorda a história do país, que foi palco da primeira revolução negra das Américas. E lembra do Rio de Janeiro, sua cidade natal, onde o povo negro está sendo morto nas favelas.
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5º
dia: 'Sobre misérias e misérias'

Com 70% de taxa de desemprego, o Haiti tem um salário até quatro vezes menor do que o do Brasil, na indústria textil, e quase nenhum direito trabalhista. Eduardo escreve sobre a "experiência" que o imperialismo está fazendo no país, com apoio brasileiro, e a comparação que poderá ser feita pelos patrões. As ameaças de levar a produção para a China, hoje tão comuns nos EUA, serão modificadas - lá e aqui - pelo país caribenho.
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6°
dia: 'As laranjas amargas do Contreau'

Eduardo conversa com um grupo de 50 trabalhadores camponeses. Por seis meses, trabalham para a multinacional que produz o licor Contreau e, nos outros meses, cultivam a terra como camponeses, tendo de, como servos, dar parte de sua produção. Ele escuta sobre as lutas que fizeram, as denúncias de prisões. Em uma mística, os trabalhadores tomam consciência de sua força e compartilham uma lição simples, mas a mais importante de todas.
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7º
dia: 'Não nos pararão'

Eduardo Almeida conversa com estudantes, na Universidade do Haiti, sobre a repressão aos atos de novembro de 2009.  |
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