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Resposta do governo: dinheiro às empresas e apoio ao FMI
Eduardo Almeida Neto da Direção Nacional do PSTU e editor do Opinião Socialista

O governo Lula reage à crise centrando esforços para evitar a queda e garantir uma vitória nas eleições de 2010. O governo está tentando bancar o PAC, lançou o programa de habitação popular, reduziu o superávit fiscal, reduziu o IPI dos automóveis e agora da linha branca de eletrodomésticos, para tentar evitar ou diminuir a recessão. Segue injetando capital em grande escala nas empresas privadas, como agora na construção civil com o programa de habitação. Este programa tem um grande impacto popular, pelas expectativas que gera de ter uma casa própria.
Lula tenta, assim, parecer não ter responsabilidade na crise e manter sua popularidade. Mas mesmo essas iniciativas são afetadas pela crise. O PAC tem mais da metade de suas obras atrasadas. O plano de habitação popular tem uma meta (um milhão de moradias), mas não tem prazos, exatamente pela crise.
A posição do governo de respaldar o FMI no G20 é um dos maiores crimes políticos do governo Lula. Por fora a injeção de recursos nada desprezíveis (pode chegar a 14,5 bilhões de dólares), o mais grave é o respaldo político do governo à recuperação do FMI (uma das únicas medidas efetivas como vimos da reunião do G20), em crise desde a eclosão da crise mundial.
A ampliação da crise e do desemprego leva a um início de desgaste do governo Lula, o que pode ser verificado em todas as pesquisas de popularidade. Cai de um patamar muito alto (ainda recorde em relação a outros presidentes), mas iniciou sua queda.
A expectativa no governo, mesmo que em queda, ainda representa um obstáculo às mobilizações contra as demissões.
Um programa dos trabalhadores contra a crise
A resposta do governo Lula é o programa da grande burguesia nacional e multinacional para a crise. Não é por acaso que praticamente todos os governos imperialistas aplaudem Lula. Obama o chama de “o cara” e Bush dizia ser seu amigo.
É necessário um programa dos trabalhadores para a crise, que afete os lucros dos patrões e não os salários e empregos dos operários. Para isso, defendemos:
Estabilidade no emprego, definido em medida provisória imediata do governo Lula!
Redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução de salários ou direitos!
Reajuste geral de salários!
Ruptura com o FMI. Não ao apoio financeiro do governo Lula ao FMI! Suspensão da remessa de lucros das multinacionais!
Reestatização sob controle dos trabalhadores da Embraer,Vale e CSN!
Estatização imediata dos bancos e das empresas que demitirem sob controle dos trabalhadores!
Não-pagamento das dívidas interna e externa aos banqueiros.
Plano de obras públicas, financiado com o dinheiro do não pagamento das dívidas, para construir oito milhões de casas (o déficit habitacional do país)
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