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Glossário
Ações - Quando uma empresa decide abrir seu capital, ela divide o seu valor em ativos financeiros, as ações, negociadas nas bolsas de valores. O investidor que compra as ações dessa empresa torna-se dono de um pedacinho dela, tendo direito aos lucros que ela ganhará no período. O valor das ações tem a ver com a expectativa dos lucros ou prejuízos que essa empresa terá no futuro. Desta forma, se a expectativa é que a empresa cresça e lucre mais, suas ações se valorizarão. Se a expectativa é que ela terá prejuízos, as ações cairão.
Capital Especulativo/Capital fictício - É o capital investido no mercado financeiro com o intuito de se auto-valorizar. Ao invés de aplicar na produção, investe-se, por exemplo, em ações esperando que essas se valorizem e gerem mais dinheiro com os juros. Do ponto de vista individual, esse novo valor criado é real. Socialmente, nenhum valor foi criado, por isso ele é ilusório, ou seja, fictício. Não possui lastro na economia real. Quando esse capital movido a juros ultrapassa o limite da reprodução do capital industrial, ele se transforma em capital parasitário, ou seja, sem nenhuma função social, como o crédito, apenas se apropria de parte da mais-valia.
Commodities - Produtos primários de exportação. Podem ser produtos agrícolas como soja, arroz, trigo, ou minérios, como aço, cobre, ou combustíveis fósseis com petróleo.
Crack/crash - Queda súbita da cotação de ações na bolsa, que derruba o mercado de forma generalizada. Diz-se que houve um "crack" quando a queda atinge 20% num único dia, ou até mesmo em poucos dias.
Déficit Comercial - Ocorre quando o país importa um valor maior de produtos e serviços do que vende, ou seja, exporta. Nos últimos oitos anos o Brasil teve superávit comercial, ou seja, exportou mais do que importou. O setor exportador foi um dos principais pilares do crescimento econômico dos últimos oito anos. Em 2007, porém, essa tendência começou a se inverter e a diferença entre exportações e importações começou a cair. Prevê-se que, em 2009, o Brasil tenha, pela primeira vez em nove anos, déficit comercial.
Depressão - Recessão mais profunda e prolongada.
Mais-valia - Diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o salário pago ao trabalhador. Desta forma, a chamada taxa de mais-valia é a diferença entre mais-valia, o valor não pago produzido pelo trabalho, e o total investido nos salários, também chamado de capital variável.
Neoliberalismo - Política econômica que passou a ser implementada a partir da década de 70, pelo então ditador do Chile Pinochet e na Grã-Bretanha pela Margareth Thatcher. Torna-se hegemônica nas décadas de 80 e 90. É marcado pela privatização e pela ausência do Estado na economia. No plano do trabalho, prevê a desregulamentação das relações trabalhistas.
Queda tendencial da taxa de lucros - Tendência observada por Marx no funcionamento do capitalismo. Com o desenvolvimento da economia e a concorrência entre as empresas, aumenta-se os valores gastos na produção. É preciso produzir mais e melhorar a qualidade para conquistar mercados. No entanto, o gasto com matérias-primas e maquinários (capital constante) cresce proporcionalmente mais que os salários (capital variável). Como apenas o trabalho humano gera valor, a taxa de lucro, tendem a cair.
Recessão - Período de retração econômica. Caracteriza-se geralmente uma recessão quando um país registra dois trimestres consecutivos de queda no PIB, ou seja, do valor total produzido, entre bens e serviços, por esse país nesse período. É marcado pela queda na produção e investimentos, falências e desemprego.
Subprime - Mercado de crédito nos EUA destinado às famílias de baixa renda. Investidores e banqueiros tentaram, durante os últimos, anos lucrar com os juros de empréstimos. A concessão de crédito é uma forma fácil de lucrar, pois não necessita de grandes investimentos, como na produção. Desta forma, o crédito aumentou muito nos EUA, impulsionando o consumo das famílias.
Criou-se então um sistema de sobrevalorização desses empréstimos. Eles eram reunidos e transformados em pacotes, negociados na bolsa e revendidos. Tal sistema, como uma pirâmide, necessitava que mais e mais pessoas entrassem no jogo, ou seja, pegassem crédito. Foi preciso assim, expandir o crédito às famílias de baixa renda, que é o mercado subprime. Os empréstimos eram lastreados pelo valor das casas, as hipotecas, que estiveram durante muitos anos inflados artificialmente, justamente para permitir a concessão de créditos. Em 2006 o preço das casas chegou a seu auge e, em 2007, começou a cair. Os juros subiram e as pessoas não conseguiram mais pagar os empréstimos contraídos. Foi a explosão da bolha do subprime que deu início a crise financeira.
Superávit primário - Economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública.
Taxa de lucro - A taxa de lucro é a relação entre a taxa de mais-valia criada na produção e o total investido, entre maquinário e matérias-primas (capital constante) e salários (capital variável). É o total do lucro do capitalista.
Transações em Conta Corrente - É a diferença do total de recursos que entram e saem do país. Entram nessa conta, além da balança comercial, investimentos e remessas de lucros. Em 2008 a explosão da remessa de lucros das multinacionais instaladas no Brasil e a fuga de investimentos estão fazendo com que o país tenha déficit nas transações em conta corrente.
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Dia 14 - Roger Agnelli, presidente da Vale, defende, em entrevista ao Estado de S. Paulo, a flexibilização das leis trabalhistas como "medida de exceção" para enfrentar a crise.
Dia 11 - Senado dos EUA rejeita pacote de ajuda às montadoras.
Dia 05 - Vale anuncia 1300 demissões.
Dia 02 - No Brasil, IBGE revela que a produção industrial no país caiu 1,7% em outubro.
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