Em Sergipe, PSTU realiza debate sobre a violência contra a mulher

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Em nosso país, a cada 15 segundos uma mulher é espancada e a cada duas horas uma é assassinada

Sergipe é o 18º estado e Aracaju a 15ª capital onde as mulheres mais sofrem violência no Brasil

O PSTU Sergipe realiza na próxima sexta-feira, dia 20, debate sobre a violência à mulher. O evento será realizado às 19h, na sede do partido [Av.Gasoduto, 1538, Conjunto Orlando Dantas] e terá como palestrante Vera Lúcia, presidente estadual da agremiação.

“A violência contra a mulher é um tema que precisamos debater e exigir dos governos medidas concretas. A cada dia, as estatísticas revelam o crescimento das agressões físicas, torturas e assassinatos de mulheres. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil ocupa a 7ª posição entre as nações com os maiores números de homicídios femininos. Cerca de 70% das vítimas de assassinato são mortas pelos próprios parceiros. Em nosso país, a cada 15 segundos uma mulher é espancada e a cada duas horas uma é assassinada. Esses dados são lamentáveis”, afirma Vera Lúcia, presidente estadual do PSTU.

Vera Lúcia ressalta que em Sergipe a violência contra a mulher tem aumentado. “Sergipe é o 18º estado e Aracaju a 15ª capital onde as mulheres mais sofrem violência no Brasil. A média é que 10 mulheres são vítimas de violência doméstica por dia em Aracaju. A violência é resultado do machismo que impera em nossa sociedade onde, nós mulheres, somos vistas como propriedade. Um exemplo disso, foi o assassinato de Danielle Bispo, dentro do seu local de trabalho, na Universidade Federal de Sergipe, pelo simples fato de não querer mais ter relacionamento com seu ex-companheiro”.

A presidente estadual do PSTU apresenta um conjunto de medidas e exige aos governos a implementação de políticas de combate a violência a mulher. “Primeiramente, é necessário ampliar e aplicar a Lei Maria da Penha. Uma lei, que devido aos cortes no orçamento do governo federal, não consegue sair do papel. Infelizmente, estamos assistindo esse retrocesso no governo da primeira presidente mulher. É necessário garantir condições para que as mulheres vítimas da violência machista possam denunciar o agressor. Defendemos a construção de mais delegacias especiais da mulher, funcionando 24 horas, assim como, a construção de casas abrigos e a garantia de assistência psicológica paras as mulheres agredidas e seus filhos”.

Ato Público

No dia 26, o Movimento Mulheres em Luta (MML) estará realizando uma passeata pelas ruas de Aracaju contra a violência à mulher. A concentração do ato público será no calçadão da Rua João Pessoa, em frente à Caixa Econômica Federal, às 16h. “A intenção é chamar a atenção dos governantes e da população sobre este tema que está presente em nosso dia a dia. Vamos levar cruzes simbolizando os assassinatos. Vamos lembrar das mortes como a de Danielle Bispo e, mais do que isso, exigiremos políticas públicas de combate à violência e ao machismo. O PSTU junta-se ao MML nesse protesto e convidamos os movimentos sociais a somar-se nessa luta”, disse Vera Lúcia.

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