Em Fortaleza, aliança entre estudantes e trabalhadores marcaram o dia 11 de Julho

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Foto: Camila Chaves

Trabalhadores do campo e da cidade e estudantes fizeram uma forte mobilização convocada pela CSP-Conlutas

 
Tão logo o dia 11 de julho amanheceu na capital cearense, estudantes, militantes e sindicalistas ganharam as ruas tendo em mente o importante papel de mobilizar as trabalhadoras e trabalhadores para participar do Dia Nacional de Greves, Paralisações e Manifestações de Rua, convocado pela CSP-Conlutas.
 
Dos canteiros de obras à Praça Portugal, a tarefa foi de convencer sobre a importância de parar o dia de trabalho e ir às ruas lutar para se obter conquistas. Na construção civil, as obras dos principais empreendimentos imobiliários foram paradas, e os operários abandonaram seu local de trabalho para se unir, em passeata, aos trabalhadores do campo e à juventude.
 
Reivindicações específicas
Ao todo, cerca de 3 mil pessoas, entre operários e ativistas do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Conselhos Populares (MCP) e Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL), seguiram em marcha até a prefeitura, onde se juntaram aos servidores públicos federais e militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Uma comissão entregou ao prefeito Roberto Cláudio uma pauta de reivindicações.
 
Quatro pontos integraram a carta com as reivindicações feitas à Prefeitura de Fortaleza: a redução imediata da passagem de ônibus e abertura das contas das empresas; o fim das remoções motivadas por megaeventos como a Copa do Mundo; abertura dos postos de saúde no terceiro turno; e a confecção imediata das carteiras estudantis pagas pela Prefeitura e com garantia do repasse para as entidades do movimento estudantil.
 
Ato unificado
A passeata seguiu até a Praça do Ferreira, onde se unificou com o ato das demais centrais sindicais. Lá, Zé Batista, da Executiva Estadual da CSP-Conlutas, se declarou contra o plebiscito sobre a reforma política proposta pela presidente Dilma Rousseff (PT). “Esse plebiscito é, na verdade, uma tentativa de manobra do governo contra as mobilizações que vêm sacudindo o país e arrancando, nas ruas, uma série de conquistas”, afirmou Zé Batista.
 
O Sindicato da Confecção Feminina e oposições, como a dos vigilantes e dos bancários, participaram da mobilização convocada pela CSP-Conlutas. Além dessas, outras entidades também filiadas à central realizaram manifestações em torno do dia nacional, entre elas, paralisações dos terminais rodoviários do transporte urbano e metropolitano e dos serviços no Hospital Instituto Dr. José Frota.
 
Nossa defesa
No 11 de Julho de Fortaleza, o PSTU levou às ruas o “Fora, Cid Gomes!”, devido às já inúmeras demonstrações sobre sua incapacidade de governar sem a truculência habitual e de ouvir as reivindicações dos trabalhadores e da juventude. O atual governador e sua família utilizaram a polícia de choque contra professores em 2011 e contra a juventude nas mobilizações ocorridas em junho deste ano. A palavra de ordem teve adesão entre a juventude e os trabalhadores, fazendo compreender que chegou o momento de os movimentos sindical, popular e estudantil organizarem uma verdadeira campanha pela saída de Cid Gomes.