Eleições na Argentina: A saída é pela esquerda

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Uma semana antes das eleições presidenciais, que serão realizadas em 25 de outubro, a corrida eleitoral se acelera e os candidatos patronais inundam os meios de comunicação de  massas e as ruas com suas “propostas” ou slogans. Alguns tentando ganhar no primeiro turno e outros correndo para chegar ao segundo turno, desafiam-se, denunciam-se, acusam-se.

No entanto, por trás de investimentos milionários, todos eles coincidem, com alguns matizes, no fundamental: que é necessário continuar pagando a dívida externa e que, portanto, os trabalhadores deverão suportar as consequências da crise, e que gradualmente ou de uma vez só aplicarão o ajuste. Apenas a FIT (Frente de Esquerda dos Trabalhadores) propõe uma alternativa a favor dos interesses dos trabalhadores e do povo, e é esse programa que convidamos você a apoiar.

Há outra saída: o programa da FIT
Muitos companheiros, enfurecidos com o governo, acreditam que o voto útil é aquele que pode disputar a liderança com o kirchnerismo, e por isso, ainda que “tapando o nariz”, inclinam-se a votar em Mauricio Macri ou em Sergio Massa para que Daniel Scioli não ganhe. Outros, apesar de estarem decepcionados com o governo, pensam em votar em Scioli, porque não seria tão ruim quanto “a direita” representada por Massa ou Macri.

Nós, do PSTU, queremos dizer a esses companheiros que o voto útil é o voto do qual não nos arrependemos, é o voto que, mesmo que não ganhe, fortalece uma alternativa política dos trabalhadores para enfrentar o ajuste, a pilhagem e a repressão nas ruas, que é o nosso verdadeiro terreno.

É o voto por um programa operário de saída para a crise que parta do não pagamento da dívida externa, de expulsar todas as multinacionais que não apenas roubam nossos recursos como também nos exploram e matam, como a (empresa mineira) Barrick Gold, Tecpetrol, Monsanto etc., de nacionalizar todos os recursos naturais sob o controle dos trabalhadores.

Um programa para sair da crise que proponha o aumento dos salários para que todos os trabalhadores ganhem o suficiente para todos os gastos familiares mensais, que termine com a precarização salarial e proíba as demissões e suspensões. 

Um programa que destine o orçamento necessário para a saúde, moradias, educação e obras públicas. Um programa que dê resposta a todos os direitos das mulheres trabalhadoras: combata realmente a violência, garanta a igualdade salarial e as creches nos lugares de trabalho e estudo.

Um programa por um governo dos trabalhadores. Em outubro, a única proposta operária é a da FIT. Vote útil, vote FIT!

 Tradução: NeaVieira