Educadores amapaenses resistem contra desmonte da educação pública

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Professores enfrentam ditadura dos Capiberibe e preparam nova greve

 

No extremo norte do Brasil, a ofensiva para desmontar a escola pública segue forte. Num estado com uma população de aproximadamente meio milhão, cerca de trinta mil crianças estão sem creches e a estimativa de analfabetos funcionais beira os 30%. Escolas funcionam em fundos de igrejas, com uma temperatura natural média de 35 graus diariamente (por se tratar da linha do equador), sendo comum alunos e professores experimentarem uma sensação térmica de 40 graus nesses galpões improvisados.

Nos últimos oito anos, os educadores protagonizaram quatro greves. Isso dá uma média de 1 greve a cada 2 anos. A resistência tem sido enorme para evitar esse desmonte. Com o retorno dos Capiberibes (PSB) ao governo do estado, esse processo se intensificou, tanto nos ataques quanto na resistência dos educadores. No primeiro ano de governo do PSB, Camilo criou uma lei, a 1540, que reduzia na totalidade conquistas históricas da categoria. A famigerada lei foi derrubada nas ruas por uma forte greve.

Em 2012 com a ratificação da lei do piso do magistério, os trabalhadores, numa greve radicalizada, enfrentaram a ilegalidade imposta pelo Tribunal de Justiça local e três meses seguidos de corte de ponto.

Agora é mais luta!

A campanha salarial de 2013 inicia-se com a retirada da regência de classe (única gratificação dos professores estaduais). Isso significa o congelamento dos salários por no mínimo 8 anos e o desmonte da carreira. O projeto de lei foi enviado à Assembleia Legislativa na sexta feira do dia 26 de abril. Quando os trabalhadores souberam da votação em caráter de urgência, se dirigiram à Assembleia Legislativa (Alap) e foram recebidos com extrema violência pela Polícia Militar.

Foram realizadas prisões de professores e atos de agressão contra a categoria. Camilo Capiberibe, junto com Alap, e utilizando a força, desfere mais um duro ataque aos educadores amapaenses. Em mais uma demonstração de força, saímos às ruas na segunda-feira, 29 de abril, para dar uma resposta imediata de que a educação amapaense não aceitará o os desmandos dos poderes legislativo e executivo.

A família Capiberibe e a mídia local tentam criminalizar os militantes do PSTU que atuam na diretoria do sindicato, dizendo que se trata de “greves políticas”. O PSTU sempre esteve em todas as lutas ao lado dos trabalhadores amapaenses, e afirmamos que nossa política é a defesa dos direitos dos trabalhadores e de uma educação pública de qualidade.

Convocamos todos os partidos e parlamentares, centrais sindicais, confederação a se somarem aos educadores e derrubar o Projeto de Lei que acabou com a regência de classe dos professores. Isso só será possível se unificarmos nossas forças. O chamado também se estende ao conjunto do funcionalismo público do estado e ao povo pobre que não aguenta mais a ditadura dos capiberibe.

1º de maio será histórico para os trabalhadores do estado do Amapá com uma grande assembleia que certamente aprovará greve por indeterminado pelo terceiro ano consecutivo.

 

Exigimos e lutamos:

  • Pela revogação imediata a lei que incorpora a regência de classe, congelando os salários dos educadores;
  • Por 30% do orçamento estadual para educação pública;
  • Pelo pagamento imediato do piso nacional salarial no vencimento base;
  • Por respeito à carreira dos trabalhadores em educação;
  • Em defesa da carreira dos funcionários
  • Contra a criminalização dos que lutam;
  • Pela construção de mais creches e escolas para o povo amapaenses;
  • Pelo fim da ditadura de Camilo capiberibe e família, por um governo dos trabalhadores

 

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