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Candidato a presidente pelo PSTU Zé Maria esteve em Camaçari

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Andréria Barros/ CN1 |
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(Foto
publicada na matéria original)
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O candidato a presidente da República pelo PSTU, Zé Maria, esteve na manhã desta quinta-feira, dia primeiro de julho em Camaçari-BA, onde realizou uma palestra na sede municipal do partido, para militantes da agremiação e trabalhadores.
Zé Maria disse que as eleições não irão mudar a vida do povo, pois em dois em dois anos existe no Brasil um novo “estelionato eleitoral”, pois segundo ele quem ganha continua governando para os banqueiros e para os grandes empresários. “São eles que financiam as campanhas dos grandes partidos e quem contrata a banda escolhe a musica que vai tocar” exemplificou.
“Defendemos um novo modelo de sociedade, onde quem governa são os trabalhadores e a riqueza do país seja utilizada para dar vida digna ao povo, com moradia e educação gratuita e de qualidade” disse.
Para isso ele propõe a estatização das empresas e dos bancos, colocando o governo no comando destas instituições; propõe a nacionalização da terra, o fim do agronegócio que só produz o que dá lucro e a realização de uma profunda reforma agrária com apoio financeiro e técnico por parte do estado.
Ele explicou que a maior parte da riqueza do Brasil, que se projeta para ser o quinto país mais rico do mundo, vem da indústria, mas segundo o candidato a presidente a maior parte desta riqueza fica na mão dos banqueiros e dos grandes empresários. “Mais de um terço do orçamento do país é entregue aos banqueiros para pagar juros da divida interna e externa”.
Segundo Zé Maria, grandes empresas controlam o país através dos principais partidos. “São elas que financiam as campanhas multimilionárias de Dilma Roussef e José Serra” apregoou.
Zé Maria não poupou criticas nem mesmo a Marina Silva do PV. “Nem mesmo a bandeira do meio ambiente ela vai poder defender” disparou.
Zé Maria defende ainda a redução da jornada de trabalho e pelo menos dobrar o salário dos trabalhadores. “A produtividade da indústria automobilística cresceu 400%, no entanto o salário do trabalhador diminuiu”.
O candidato do PSTU, que só começa fazer campanha a partir do dia 6 de julho, criticou a divisão do tempo na televisão para a propaganda eleitoral, onde segundo ele, quem defende os banqueiros e os grandes empresários, tem o maior tempo.
Ele explicou que o modelo de governo que PSTU prega, não existe mais em nenhum país do mundo e que se perdeu na antiga União Soviética, porque o poder se concentrou na mão de um único partido. “Ai virou ditadura partidária e não deu certo”.
“Queremos resgatar o modelo original do socialismo, mas defendemos que o governo esteja na mão dos trabalhadores, através de suas organizações e que a riqueza do Brasil seja distribuída entre os brasileiros” concluiu.
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