| 1934 - ITÁLIA | |
| O futebol como peça de propaganda do fascismo |
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Na União Soviética, a burocracia comandada por Stálin consolida a usurpação da revolução russa, assassinando milhares de dirigentes revolucionários, em sombrios expurgos. À frente da Terceira Internacional, Stálin aplica uma política ultra-esquerdista que igualava como inimigos a social-democracia, de base operária, e o fascismo, expressão da contra-revolução burguesa. Essa política, levada a cabo na Alemanha, enfraquece a luta contra a ascensão de Hitler. Neste período, Trotsky, no exílio, defende a política de Frentes Únicas Operárias, unindo as organizações da classe contra o fascismo, como a única forma de resistência para deter o nazi-fascismo. Na Ásia, a primeira revolução chinesa, em 1927, é abortada pela traição stalinista que entrega a vida de valorosos militantes ao nacionalista-burguês Chiang Kai Chec. Em campo contra o fascismo Outro emocionante exemplo partiu de jogadores paraguaios. Bolívia e Paraguai desperdiçavam as valiosas vidas de seus jovens numa guerra insana e infrutífera (Guerra do Chaco) para satisfazer os interesses da Shell e da Standard Oil, sedentas pelos recursos minerais da região. Em plena Guerra, os jogadores arrecadavam fundos para a Cruz Vermelha atender feridos de ambos os lados do conflito. “Vencer ou Morrer” Facilitada pelo revanchista boicote uruguaio e impulsionada pelo clima de terror criado pelo próprio Mussolini, a Itália acabaria campeã ao derrotar a Checoslováquia por 1 x 0 na prorrogação. Tratados como soldados, os jogadores italianos eram obrigados a perfilar e fazer a saudação fascista com os braços erguidos para frente em homenagem a Mussolini, o Duce, que compareceu a todos os jogos na tribuna de honra, acompanhado de todo o seu ministério. O ditador mandava para os atletas da Azzurra, com presentes valiosos, cartões ameaçadores com os dizeres: “Vencer ou morrer!”. O melhor exemplo foi o jogo contra a Espanha, selvagemente disputado e que terminou empatada em 1x1, no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação. Não havia cobrança de pênaltis e uma segunda partida foi feita, com os dois times completamente desfalcados. A equipe castelhana entrou em campo sem sete titulares e a italiana com menos cinco. A Itália acabou vencendo, por 1 x 0. A participação brasileira é pífia, novamente prejudicada por desmandos da cartolagem, se resume a derrota diante da própria Espanha por 3 x 1. Pelo menos serviu para revelar ao mundo o craque Leônidas da Silva, o “diamante negro”, considerado o criador da bicicleta. Vargas procura “incentivar” a seleção fazendo propaganda do regime fascista com frases tipo “Tomai como exemplo a Itália, rejuvenescida pelo fascismo”, revelando suas verdadeiras aspirações políticas. |
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