terça-feira, 22 de Maio de 2012

Sindicato dos metroviários desafia governo Alckmin a abrir catraca

Diante da intransigência de um governo que sequer se preocupa com a segurança da população, a categoria poderá responder com uma greve nesta quarta, dia 23.

URGENTE
Metroviários aprovam greve em São Paulo


O Sindicato dos Metroviários de São Paulo e várias outras entidades do setor metroferroviário do País estão lançando uma Campanha por 2% do PIB para garantir metrô e trem estatais, de qualidade, com tarifa reduzida (social) para a população. Seguindo o caminho contrário ao que foi trilhado com as privatizações, esse investimento poderia garantir a ampliação da malha ferroviária, a aquisição de novas composições e contratação de mais trabalhadores. Sem tais medidas, os usuários seguirão sofrendo com os atrasos, panes e desconforto, além de ameçados em sua segurança – conforme se viu no acidente em São Paulo.

E a luta pode avançar. No último dia 15, uma série de paralisações aconteceu no transporte coletivo de cinco estados das regiões Nordeste e Sudeste. São greves em trens, ônibus e metrô. Os protestos foram registrados em Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Rio Grande do Norte e Minas Gerais. Todas reivindicam melhorias nas condições de trabalho e reajustes salariais.

Em São Paulo, o sindicato também realiza a campanha salarial “chega de sufoco”, cujo objetivo é mostrar para a população que investimento em salário e contratações é sinônimo de um serviço mais seguro. O sindicato reivindica 5,13% de reajuste salarial e 14,99% de aumento real, entre outros pontos mais específicos. Diante da intransigência de um governo que sequer se preocupa com a segurança da população, a categoria poderá responder com uma greve.

Frente à possibilidade da greve, a empresa e o governo do estado iniciaram uma campanha hipócrita, condenando “o enorme prejuízo à população” que seria causado pela mobilização. Em resposta, os metroviários anunciaram à empresa que continuariam trabalhando integralmente durante sua greve, desde que as catracas fossem abertas à população.

A empresa negou a proposta, deixando claro o cinismo contido em sua defesa dos interesses da população. Em seguida, o metrô emitiu nota ameaçando os trabalhadores com processos e uso de força policial, na hipótese da abertura das catracas. Outrora “preocupada com a população”, a empresa se revela disposta a recorrer à violência na hipótese de ver seus lucros ameaçados e os usuários favorecidos.
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