quinta-feira, 12 de Julho de 2012

A luta contra as demissões na GM

A General Motors está prestes a demitir cerca de 1500 trabalhadores, fechando um setor da fábrica conhecido como MVA. O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos iniciou uma forte campanha com o objetivo de evitar essa tragédia.

Operários se mobilizam contra as demissões

O ataque é parte de um programa global de reestruturação iniciado durante a crise mundial. O governo Obama assumiu as ações majoritárias da empresa e foram fechados 18 complexos nos EUA, com 37 mil demitidos.

Depois de sanear a empresa, Obama devolveu-a para os acionistas. Em 2010 a GM voltou a ser a maior montadora do mundo. Aproveitou-se da crise para demitir, flexibilizar direitos, reduzir salários, intensificar o ritmo de trabalho, aumentar a exploração e os lucros da empresa.

Para se ter uma ideia, a GM produziu em 2010 o mesmo número de carros que em 2008, mas com 40 mil operários a menos. Isso significa que a média de carros produzidos pela GM saltou de 34 veículos por funcionário, em 2008, para 44, em 2011.

Quem pagou pela crise da GM foram os trabalhadores.

Ataques continuam
Hoje a GM está expandindo seus planos de reestruturação para o resto do mundo. Na Europa, a empresa também está tentando fechar fábricas. No Brasil já demitiu cerca de 2.000 trabalhadores, entre as unidades de São José e São Caetano.

Essas demissões resultam num efeito dominó para o resto da cadeia produtiva. Um custo social altíssimo que só se justifica pela ganância dos capitalistas.

As causas dos ataques
Do ponto de vista do faturamento, as demissões não se justificam. A GM fechou 2011 com um lucro limpo de US$ 9,3 bilhões. No Brasil, vem batendo recordes de produção e vendas nos últimos 4 anos. Em 2012, o mercado de automóveis vai crescer 3%, segundo a GM. Portanto, novos recordes se avizinham.

O que a empresa pretende com as demissões é aumentar sua produtividade, diminuindo o número de trabalhadores e aumentando o ritmo de trabalho.

Em 2012, devem ser produzidos 27 veículos por trabalhador. Com as demissões, a empresa passaria a garantir uma produção de 33 carros por operário, igualando-se com a média mundial.

O plano da GM é forçar os trabalhadores norte-americanos a produzirem como os latino-americanos, e estes como os chineses. Para isso, quer aumentar a produtividade, baixando os custos com mão de obra.

Dilma precisa mudar prioridades, defendendo trabalhadores e soberania do país.

Infelizmente a política econômica de Dilma tem privilegiado apenas as multinacionais. O governo brasileiro aprovou um pacote de incentivos às montadoras com o objetivo de fortalecer a indústria nacional e ampliar empregos. Até aqui o plano só deu certo para as multinacionais.



Altos custos sem garantia de empregos
Os custos para viabilizar os planos do governo são altíssimos e não são eficientes.

Desde o início da crise mundial o governo deixou de cobrar das montadoras R$ 26 bilhões em impostos. Isso custou ao país o equivalente a R$ 1 milhão por vaga criada.

Só para comparar, a GM gastou cerca de R$ 100 mil com cada funcionário em 2011. O dinheiro que o governo brasileiro abriu mão equivale a 10 anos de salários de um trabalhador da GM. A política econômica do governo deveria no mínimo garantir a manutenção dos empregos. Dilma não exigiu sequer um ano de estabilidade em troca dos benefícios. Além disso, não está evitando as demissões. O plano do governo significa um custo altíssimo para os cofres públicos, não garante contrapartidas aos trabalhadores e é ineficiente quanto à garantia dos empregos, pois as montadoras continuam demitindo.

Empresas demitem com dinheiro público
O ministro Guido Mantega sustentou que as montadoras se comprometeram a não demitir em troca dos incentivos. Não é o que mostra a realidade.

As montadoras continuam demitindo, apesar de receberem dinheiro público. Por exemplo, na Scania já foram demitidos 120 e a previsão é de mais 320. A Volvo anunciou 208 demissões. Na Volks de Taubaté e na GM de São Caetano foram abertos PDVs. No ABC estima-se mais de 3 mil demitidos. São todas multinacionais beneficiadas com dinheiro público. Dilma deveria criar uma lei que penalizasse empresas que demitem.

Lucra no Brasil, investe no exterior
O objetivo do governo de fortalecer a soberania do país que não foi alcançado. As multinacionais ganham dinheiro aos montes com a exploração dos trabalhadores e os benefícios do governo, depois fazem a alegria dos acionistas estrangeiros. O quadro abaixo mostra como os lucros são enviados ao exterior. Se Dilma quisesse fortalecer a soberania, deveria proibir a remessa de lucros para o exterior, obrigando as multinacionais a investirem o que ganham aqui.

A desnacionalização da produção
A promessa de fortalecer a indústria nacional também saiu pela culatra. Ao invés de atrair novas montadoras, a política do governo beneficiou as tradicionalmente já instaladas no país. Além disso, essas multinacionais ao contrário de aumentarem sua produção no Brasil, estão aumentando a importação.

A GM, por exemplo, é uma das montadoras que mais importam. Só em 2011 importou 89.800 carros. Com uma produção média de 29 carros por operário no Brasil, a empresa deixou de gerar mais de 3.000 postos de trabalho com as importações.

O governo deveria proibir demissões nas empresas que importam, sob pena de nacionalizar fábricas que demitem em massa.

Campanha em defesa dos empregos
O Sindicato dos Metalúrgicos colocou em marcha uma campanha em defesa dos empregos na GM. No dia 27 de junho foi realizada uma paralisação de 2 horas na fábrica. No dia 5 de julho foi realizada uma grande passeata com cerca de 2.500 trabalhadores. Essas iniciativas são partes do plano de lutas do sindicato para resistir aos ataques.

Já foram realizadas assembleias, panfletagens e mais recentemente formou-se um Comitê em Defesa dos Empregos com outros sindicatos, centrais e partidos.

Nos próximos dias devem acontecer novas paralisações na fábrica. Também está prevista uma caravana para Brasília no dia 18 de julho.

Uma próxima reunião entre sindicato, GM e Ministério do Trabalho foi marcada para 12 de julho.

O que defende o sindicato
  • Não às demissões
  • Manutenção dos postos de trabalho
  • Produção de todo modelo do Classic na planta de São José
  • Nacionalização da produção
  • Volta da produção de caminhões
  • Reabertura do segundo turno do MVA
  • Reintegração dos demitidos
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