No fim da Idade Média
surgia uma nova classe, a burguesia, que aspirava ao poder. Para isso,
era necessário derrubar a nobreza e a igreja católica de
seus tronos. Os pensadores dessa nova classe fizeram isso naturalizando
o homem, isto é, tirando seu destino das mãos de Deus e dos
nobres (que eram emissários de Deus) e colocando-o nas mãos
da burguesia, que libertaria todos os homens da servidão. Esta nova
concepção atingiu seu auge com os filósofos materialistas
da Revolução Francesa, e a nova sociedade burguesa seria
o meio de se atingir a felicidade, através do progresso da humanidade.
Quando o capitalismo mostrou-se incapaz de trazer o bem-estar e a felicidade
prometidos, as concepções idealistas voltaram a ter sua
vez e a filosofia burguesa, ao não conseguir explicar o que ocorria,
tornou-se reacionária e presa das concepções religiosas
anteriores, tendo no filósofo alemão Hegel sua máxima
expressão.
Foi necessário um rompimento com os pensamentos precedentes,
tanto dos materialistas franceses quanto dos novos filósofos idealistas,
que voltavam a defender a existência de um “deus”,
ou de uma idéia absoluta existente acima dos homens, para que
uma nova concepção materialista do mundo e do homem surgisse.
O pensador que deu este passo decisivo foi Karl Marx.
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