Comitês de base da Zona Sul de São Paulo enviam carta às centrais sindicais defendendo a Greve Geral de 30 de Junho

Ato unificado dos comitês da Zona Sul na Greve Geral do dia 28 de abril. Foto Romerito Pontes

Em todo o país, cresce a pressão para que as direções das centrais sindicais reafirmem a Greve Geral do dia 30 de junho contra o governo Temer e as reformas trabalhista e da Previdência. Na Zona Sul de São Paulo, os comitês de base contra a reforma se reuniram e aprovaram uma carta de exigência às centrais para que garantam e construam essa greve. Confira abaixo

À direção nacional das centrais sindicais: Força Sindical, CUT, CSP-Conlutas, CTB, CSB, NCST, CGTB, UGT e Intersindical

Prezados companheiros,

A classe trabalhadora brasileira se encontra em um momento de fortes ataques dos governos e Congresso Nacional contra direitos sociais históricos, conquistados arduamente na luta dos trabalhadores.

Caso sejam aprovadas as reformas trabalhista e da Previdência haverá um brutal rebaixamento do nível e das condições de vida do povo pobre e trabalhador. Isto sem contar os ataques frontais que sofre a nossa classe, principalmente, na periferia das grandes cidades brasileiras com um verdadeiro genocídio da nossa juventude preta e pobre, o desemprego de mais de 20 milhões de trabalhadores, o encarceramento em massa e outras mazelas. São ataques de um governo e de um Congresso Nacional atolado num lamaçal de corrupção e, igualmente, financiado por empresários corruptos e a serviço dos mesmos, como bem demonstraram as delações da JBS e Odebrecht.

Por outro lado, a classe trabalhadora já mostrou o seu potencial de resistência, depois de quase trinta anos fizemos uma das maiores greves gerais da história recente do Brasil, no dia 28 de abril. Na sequência, uma ocupação massiva em Brasília com mais de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras que colocaram o governo na defensiva e atrasaram o calendário de votação destas verdadeiras contrarreformas.

Aqui na Zona Sul de São Paulo, a experiência de unificação dos comitês de base para a luta foi determinante para que estes processos pudessem unir operários, negros e negras, movimentos populares de luta pela moradia, indígenas, movimentos culturais numa ação comum muito vitoriosa que expressou que existe disposição e vontade de luta.

É um momento em que precisamos nos apoiar nesta disposição para avançar o processo de luta direta que imponha a retirada da votação destas propostas absurdas. Não há o que negociar para entregar qualquer direito conquistado.

É de conhecimento público que as centrais sindicais farão nova reunião no dia 21 de junho para decidir os rumos da luta contra as reformas. Por esse motivo, os Comitês Unificados da Zona Sul exigem da direção de todas centrais sindicais: Força Sindical, CUT, CSP- Conlutas, CTB, CSB, NCST, CGTB, UGT e Intersindical a manutenção da Greve Geral do dia 30 de junho como a principal forma de luta para barrar de vez estas reformas. A construção de uma nova greve geral só será possível com a unidade de todos aqueles que estejam dispostos a lutar contra as reformas. Todas as mobilizações que realizamos até o momento nos mostram que este é o caminho para derrotar Temer e suas reformas.

Comitês de Luta da Zona Sul

Comitê M´boi Mirim

Comitê Varginha/Parelheiros

Comitê Resistência Grajaú/Cocaia Comitê do Capão

Comitê de Operários da Zona Sul

Entidades que compõem os comitês: Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luta Popular, Apeoesp, Mais, Quilombo Brasil (O3), Zona Show, Sindicato dos Metroviários, Associação Ocupação Jardim da União, PT, PSTU, PSOL, PCdoB, RUA – Juventude Anticapitalista.