Com paralisação de fábricas, escolas e transportes, São Paulo amanhece com clima de Greve Geral

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Movimento Luta Popular faz ato na Zona Sul

O dia 15 de março começou forte na capital paulista, com a paralisação dos metroviários, que reafirmaram na noite desta terça paralisação de 24h, paralisação dos trabalhadores rodoviários que tirou os ônibus de circulação no início do dia, além da greve, total ou parcial, de fábricas de várias regiões da cidade.

O movimento popular também se mobiliza. Cerca de 500 famílias do Movimento Luta Popular fecharam a Avenida Nações Unidas, na Zona Sul, e caminharam em passeata para se juntarem aos operários da MWM, fábrica de grande porte da região cujos operários também estão parados. Eles caminham agora rumo à Ponte do Socorro.


A fábrica Deca, na Zona Oeste, também aderiu à paralisação, junto a outras fábricas da região.

Diversas escolas da cidade também estão paralisando e aderindo ao Dia Nacional de Luta e Paralisação contra a reforma da Previdência. Estudantes secundaristas da Brasilândia, na Zona Norte, fizeram sua aula na rua, saindo em passeata e fechando a ponte da Freguesia do Ó.

Estudantes secundaristas fazem ato na Brasilândia, Zona Norte

Os trabalhadores e estudantes da USP também paralisaram suas atividades, realizaram um “trancaço” e saíram em passeata pelas ruas da região. Eles lutam ainda contra a “PEC do fim da USP” que a reitoria tenta impor.

A Dutra amanheceu fechada, parando o tráfego durante boa parte desta manhã. A paralisação conta a adesão de diversas outras categorias, como os trabalhadores dos Correios e grande parte do funcionalismo público.

O clima na cidade é de uma verdadeira Greve Geral. Apesar da cobertura abertamente negativa, a paralisação conta com grande apoio da população. Metroviários da estação Jabaquara chegaram a ser aplaudidos pela população ao explicar os motivos da greve.

Logo mais, às 16h, ocorre um grande ato unificado na Avenida Paulista.