Centrais sindicais prometem Dia de Paralisações e Protestos em 25 de novembro

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Reunião das centrais realizada no dia 16

As centrais sindicais se reuniram na manhã desta quarta (16) na sede do Dieese, em São Paulo. Além da CSP-Conlutas, também estiveram presentes lideranças da CUT (Central Única dos Trabalhadores), UGT (União Geral dos Trabalhadores), Nova Central Sindical, Força Sindical, Intersindical, CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) e CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Atnágoras Lopes, da Executiva da CSP-Conlutas, representou a central no encontro.

O objetivo da reunião foi a preparação do “Dia Unificado de Protestos e Paralisações”, dia 25 de novembro. Em consenso, os dirigentes sindicais deliberaram os quatro eixos unitários. São eles:

– Em defesa da saúde e educação: Contra a PEC 55 (antiga 241) e a Reforma do Ensino Médio
– Em defesa dos direitos dos trabalhadores: Contra a Reforma Trabalhista
– Em defesa da aposentadoria: Contra a Reforma da Previdência
– Em defesa do emprego: Redução da jornada de trabalho sem redução salarial

O dia 25 de novembro será o ponto alto da Jornada de Lutas com a participação e convocação de todas as centrais sindicais e entidades de base. A CSP-Conlutas defendeu que o acúmulo de forças e unidade são fundamentais neste momento e que a única forma de barrar os ataques promovidos pelo governo Temer é com a realização de uma grande Greve Geral.

Vamos organizar os trabalhadores para enfrentar ataques que estão na ordem do dia, é hora de intensificar as mobilizações rumo à construção da Greve Geral”, ressaltou Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

Luiz Carlos Prates, o Mancha, destacou que a participação nos atos e paralisações deve ser construído pela base: “É importante organizar panfletagens, reuniões e assembleias para divulgar e que organizem a participação dos trabalhadores de todas as categorias”, conclamou.

Metroviários aprovam indicativo de paralisação
Em assembleia realizada na noite do dia 17, quinta-feira, os metroviários de São Paulo decidiram paralisar e participar das manifestações do dia 25. Haverá nova assembleia no dia 24 para definir os detalhes da paralisação.

Estão previstas ainda a entrega de uma carta aberta à popular no dia 24, e a utilização de um colete com a denúncia contra a privatização e desmonte do Metrô de São Paulo.

Por CSP-Conlutas