Centrais definem protestos e marcha a Brasília, mas é preciso também marcar Greve Geral de 48 horas

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Manifestação do dia 28 de abril na Av Paulista

As centrais sindicais realizaram uma reunião no último dia 4 em São Paulo a fim de definir as próximas ações na luta contra as reformas trabalhista e da Previdência. Foi a primeira reunião após a Greve Geral do dia 28 de abril que parou o país. O encontro contou com a presença da CUT, Força Sindical, CSP-Conlutas, CTB, UGT, CGTB, CSB, NCST e Intersindical.

Partindo do balanço de que o dia 28 foi a maior mobilização da classe trabalhadora da história no país, as centrais aprovaram um calendário de lutas que passa por uma comitiva permanente de dirigentes sindicais no Congresso Nacional na semana de 8 a 12 maio, além de um movimento “Ocupa Brasília”, de 15 a 19, com mobilizações das categorias no decorrer da semana, culminando numa grande marcha a Brasília.

A nota divulgada pelas centrais assume o compromisso de “organizar uma Greve Geral ainda mais forte do que foi o 28 de abril“, caso as mobilizações não bastem. “Não podemos fazer nada inferior ao dia 28, que foi vitorioso. Menos que uma nova greve geral é insuficiente. Precisamos estar em peso em Brasília, precisamos expor esses deputados favoráveis às reformas e, se necessário, fazer o anúncio de uma nova greve geral neste dia manifestações em Brasília”, defendeu o dirigente da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Reunião das centrais sindicais

É preciso que as mobilizações em Brasília fortaleçam a construção de uma nova Greve Geral, mas agora de 48 horas. Assim, é necessário reforçar a pressão para que as centrais sindicais sigam o chamado da CSP-Conlutas e efetivamente marquem essa nova greve. Assim como fizemos no dia 28, vamos votar nas bases das categorias e nos comitês de luta contra as reformas o chamado para que as centrais chamem uma nova Greve Geral.

Da mesma forma, é preciso rechaçar qualquer tipo de negociação em relação às reformas. Qualquer emenda na reforma trabalhista e da Previdência é ainda um ataque aos direitos e à nossa aposentadoria. Precisamos nos mobilizar para derrubar as reformas como um todo, assim como esse governo de corruptos.

Para nós, depois da vitoriosa greve geral de 28 de abril, é preciso ir adiante. Nada de negociações que só retiram direitos. Precisamos de uma nova Greve Geral de 48h para mostrar mais uma vez quem faz este país. A ocupação de Brasília deve fortalecer esta perspectiva. Vamos derrotar estas reformas e colocar pra correr Temer e este Congresso corrupto“, resume Mancha.

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Resolução da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas