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A luta por trabalho na Patagônia argentina
Caleta Olivia é uma pequena cidade da província de Santa Cruz, na Argentina, com cerca de 36 mil habitantes. Sua principal atividade econômica é a produção de petróleo. Com a privatização da empresa petrolífera argentina YPF, no governo do peronista Carlos Menem, medida apoiada por Kirchner quando este era governador, milhares de trabalhadores perderam seus empregos. Já as companhias petroleiras privadas (Repsol e outras) ganharam fortunas com este verdadeiro saque das riquezas do povo argentino.
Os desempregados, mobilizando-se e bloqueando as empresas petrolíferas, chegaram a conquistar mais de 1.000 empregos. A população os apóia, porque vê que eles não lutam apenas por planos sociais ou comida, mas sim para conseguir trabalho. Depois de anos, os desempregados, entre eles muitos ex-petroleiros, e suas famílias finalmente podiam voltar a trabalhar e ganhar o seu sustento.
As grandes empresas petrolíferas – Repsol e outras –, pressionaram e conseguiram que a Justiça corrupta e a polícia os prendessem. Seu delito? Pedir trabalho.
Anos de entrega
Menem entregou as riquezas petrolíferas, pesqueiras e minerais, deixando uma multidão de desempregados, como em toda a Argentina. Na Patagônia, se vê com clareza como essas multinacionais saqueam as riquezas e liquidam as reservas, hipotecando o futuro do país.Eram operários da YPF, ou trabalhadores da indústria de pesca. Eles exploraram e descobriram o petróleo, e hoje vêem tudo isso indo embora e só restando miséria e desemprego. Contra isso se rebelaram. Reclamam o seu direito de trabalhar. Esse foi o seu crime: pedir trabalho aos que retiram fortunas do país.
Injustiça na província de Kirchner
Por isso, na madrugada do dia 30 de agosto, ocuparam as instalações da TERMAP, onde os navios são abastecidos com petróleo, na ordem de dois milhões de dólares por dia. As empresas não podiam aceitar que seus lucros fossem afetados, e apelaram ao governador Acevedo – amigo do presidente Kirchner –, para que resolvesse o assunto.
Inventando acusações, sem testemunhas, e violando todo o direito constitucional, desataram uma verdadeira perseguição política e prenderam os trabalhadores, como aconteceu há 100 anos na Patagônia Rebelde.
Querem dar-lhes um castigo exemplar para que ninguém mais se anime a questionar seus sagrados lucros, e seu direito a fazer o que quiserem com o petróleo, a pesca, os minerais e as riquezas da Argentina.
O presidente Kirchner, que era governador de Santa Cruz durante o mandato de Menem e aceitou a entrega, é amigo da empresa Repsol e das petrolíferas.
Estos operários são um exemplo para todos. Eles lutam contra
o saque e por trabalho. Lutam por dignidade. Pedem trabalho
e lhes respondem com o cárcere. São reféns da Repsol e das multinacionais.
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