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Ativistas foram presos por bando paramilitar
No dia 3 de setembro, em uma operação planejada, os 36 manifestantes que participavam
da ocupação da fábrica Termap foram desalojados violentamente,
presos e torturados. Até mesmo os ativistas que estavam do lado
de fora da fábrica, prestando solidariedade, foram levados.
Denunciou-se inclusive a participação de bandos paramilitares ou grupos privados de repressão. A reação da sociedade argentina foi muito forte, com a participação de Madres de la Plaza de Mayo e organismos de direitos humanos. Isso forçou o governo de Santa Cruz a pronunciar-se. Em princípio, a política do governo estadual e nacional havia sido o silêncio.
Depois da denúncia de tortura, a primeira resposta foi a negativa completa, seguida da promessa de investigação. Por fim, devido à enorme repercussão, a maioria dos manifestantes foi liberada, mas seis ainda permanecem presos.
Tortura e violação de direitos
Essa segunda onda repressiva foi ainda mais violenta que a primeira. Os seguranças da empresa ocupada molharam durante bastante tempo (às três da manhã de uma noite fria) com água gelada os manifestantes, e depois os prenderam, levando-os à delegacia, atuando como um bando paramilitar dividindo tarefas com a polícia. Isso é totalmente ilegal. Um grupo privado não pode prender ninguém. A polícia deveria tê-los prendido por seqüestro, no entanto, prendeu os manifestantes, mostrando que é uma polícia a serviço das empresas e não do povo.
Depois de presos, os manifestantes sofreram torturas e socos na cabeça. Uma mulher foi deixada nua e ameaçada de estupro. Tudo isso somado à política de imputar denúncias que forcem a prisão preventiva até o julgamento. É uma tentativa de frear a mobilização, porque assim todo manifestante sabe que, se cair preso por qualquer coisa, pode ficar preso durante meses.
A única forma de defesa que têm os presos é a mobilização de vários setores sociais dentro e fora da Argentina. Há um expressivo setor da classe trabalhadora argentina e da sociedade que enfrenta essa virada repressiva do governo, que responde aos interesses das multinacionais e do FMI.
A
luta por trabalho em Caleta Olivia
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