Ato em Porto Alegre reuniu cerca de 20 mil

28
Mobilização em Porto Alegre nesta segunda-feira

17 de junho de 2013, um dia que ficará para a história dos Porto Alegrenses e do Brasil. Assim como em outras capitais do país, milhares saíram as ruas da capital gaúcha para lutar contra a repressão, pela redução das passagense por mais investimentos para educação e saúde.
 
"Sem violência! Sem Violência!"
Mais de 20 mil jovens e trabalhadores  na rua, com bandeira e muitos cartazes na mão, de forma pacífica, marchavam pela principal avenida da cidade quando foram fortemente reprimidos pela Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Tarso Genro (PT)  junta-se ao seleto grupo dos governadores que, assim como Geraldo Alckimin (PSDB), utiliza a polícia para "dialogar" com os manifestantes. O governador deve esclarecimentos a toda sociedade gaúcha sobre os atos de repressão na capital que deixaram diversos manifestantes feridos.
 
O que vimos hoje em muitas capitais foram cenas dignas de uma ditadura. É necessária continuar e ampliar a luta contra a repressão e em defesa do direito de mobilização, pela punição dos mandantes da repressão, pela desmilitarização da PM e o fim da tropa de choque!
 
Não é por centavos, é por direitos!
Mais uma vez, a mídia ataca o movimento, ora menosprezando suas pautas ora distorcendo. Como se não bastasse criminalizar, tenta diminuí-lo ao colocar que a luta dos que saem as ruas é apenas por centavos.
 
O que a grande mídia esconde é que os jovens e trabalhadores tem saído as ruas sistematicamente. Quem não lembra do episódio em que jovens foram duramente reprimidos ao se colocarem contra uma balão inflável do “boneco da copa” colocado no centro da cidade?
 
O aumento das passagens não é o único exemplo de que Fortunati (PDT) governa para os empresários de Porto Alegre. São milhares de reais em estádios e vias, mas nenhum centavo a mais para saúde pública e educação. Enquanto a dengue se prolifera na cidade, a preocupação do Prefeito é arrancar árvores para duplicar vias para copa que trará milhões de lucros para os grandes empresários.
Nas capitais de todo Brasil, coloca-se em prática o pacote de medidas made in FIFA para adequar a cidade aos turistas e não aos trabalhadores. É contra tudo isso que lutamos.