Ano começa com protestos contra o aumento das passagens

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Nova rodada de aumentos é expressão do ajuste fiscal nos estados e municípios

 Mais um ano que se inicia com um novo aumento nos já extorsivos preços das passagens no transporte público. Num cenário já marcado pelo rápido aumento do desemprego e inflação galopante, essa nova rodada de aumentos representa mais um ataque aos trabalhadores e à população a fim de proteger os lucros dos grandes empresários dos transportes.

Em São Paulo, a prefeitura de Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciaram, no apagar das luzes de 2015, um novo reajuste na tarifa do transporte, que vai de R$ 3,50 para R$ 3,80. O aumento está marcado para valer a partir do dia 9 de janeiro, exato um ano após o último reajuste que fez a passagem dos ônibus, trens e metrôs subir de R$ 3 para R$ 3,50.

O aumento não vai, porém, ficar sem resposta. Um protesto está marcado para o próximo dia 8, sexta-feira, às 17h. Fortalecidos pela vitoriosa luta contra o projeto de Alckmin que previa o fechamento de 91 escolas no estado, os estudantes secundaristas devem ter presença importante na manifestação, que com certeza será a primeiro de muitas.

No Rio de Janeiro, a tarifa do ônibus subiu de R$ 3,40 para R$ 3,80. O decreto do prefeito Eduardo Paes (PMDB) autorizando o reajuste foi publicado no dia 31 de dezembro, numa clara manobra para desmobilizar qualquer tipo de reação. O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) também autorizou o aumento da passagem dos ônibus intermunicipais de R$ 3,15 para R$ 3,50, das barcas de R$ 5 para R$ 5,60 e os dos trens de R$ 3,30 para R$ 3,70.

Mas a população, os trabalhadores e estudantes do estado, que já sofrem com os efeitos da crise dos serviços públicos, sobretudo na saúde, não vão engolir mais esse aumento. Um grande ato está marcado também para a próxima sexta-feira, às 17h, na Cinelândia.

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, mais cinco capitais estão com aumento nas tarifas programado: Salvador, Florianópolis, Cuiabá, Teresina e Boa Vista. Aracaju e Rio Branco já sofrem com o novo aumento no início deste ano.


Ato contra o aumento das passagens em São Paulo, em 2015

Às ruas contra o aumento!
A juventude, os trabalhadores e a população pobre, por sua vez, organizam manifestações em todo o país contra esse aumento. A exemplo do que ocorre em São Paulo, onde os trabalhadores metroviários se incorporam à luta em defesa do transporte público e gratuito, e no Rio, onde os protestos também deverão se voltar contra o caos na Saúde e nos serviços públicos, as manifestações em todo o país podem adquirir um caráter ainda mais amplo que a questão dos transportes.

Essa nova rodada de aumentos não é nada mais que a expressão do ajuste fiscal nos estados e municípios. São efeitos da política econômica do governo Dilma reproduzida por governadores e prefeitos, com o objetivo de jogar o custo da crise nas costas dos trabalhadores e da juventude pobre. É preciso ir às ruas para derrotar o governo Dilma e os governos estaduais e municipais, barrar esse aumento rumo à estatização do transporte público sob o controle dos trabalhadores e da população.  

Confira os atos programados até agora

Dia 6

Aracaju: Às 15h, Na Praça Camerino
Evento: https://www.facebook.com/events/453091208225931/

Campinas: Às 17h, Largo do Rosário (Avenida Campos Sales, 974)
Evento: https://www.facebook.com/events/1025032750892383/

Joinville: Às 18h, Praça da Bandeira (Nove de Março)
Evento: https://www.facebook.com/events/492575487586312/

 

Dia 8

São Paulo: Às 17h (Teatro Municipal)
Evento: https://www.facebook.com/events/1533256686986187/

Rio de Janeiro: Às 17h (Cinelândia)
Evento: https://www.facebook.com/events/982345361845114/

Belo Horizonte: Ás 18h, Praça Sete
Evento: https://www.facebook.com/events/966537970107803/