Acampamento da Juventude revolucionária de São Paulo reúne 60 jovens

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Romerito Pontes

Discussões sobre o que significa o momento que vivemos no país desde junho e a necessidade de mudar a sociedade marcaram o acampamento

Em junho a juventude foi às ruas e demonstrou que a luta pode trazer vitórias. Nas ruas derrubou o aumento das tarifas de ônibus, a cura gay e a PEC 37. E junto com o sentimento criado no conjunto da sociedade de é possível lutar e é possível vencer, surgiram outras necessidades: por um lado, a necessidade de debater profundamente a conjuntura política do país, entender a realidade para poder transformá-la; e por outro, debater como organizar-se de forma cada vez melhor para discutir os próximos passos do movimento no intuito de conquistar cada vez mais vitórias. 

Por isso, a juventude do PSTU vem organizando Acampamentos da Juventude Revolucionária em todo o país, para reunir os jovens que foram às ruas em junho e ocuparam as câmaras em agosto e discutir quais são os nossos próximos passos.

Neste fim de semana foi a vez da juventude de São Paulo reunir-se. Entre os dias 13 e 15 de setembro aconteceu o segundo acampamento de Jovens Revolucionários de São Paulo. O acampamento aconteceu na cidade Campinas e reuniu cerca de 60 jovens ativistas de várias cidades do estado.

Foi um fim de semana inteiro de palestras, rodas de discussões, filmes e debates intensos sobre a situação política do país e a luta pelo socialismo que tem de ser assumida por nossa geração!

O principal debate girou em torno da necessidade de revolucionar a nossa sociedade. Ronald Leon, militante da Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI), colocou em sua explanação a necessidade de destruir o capitalismo, com uma revolução, não com reformas. “Queremos mudar o mundo, acabar com o capitalismo, construir uma sociedade socialista, livre de exploração, livre de opressão. Esse é o chamado que fazemos a vocês e à classe trabalhadora”, afirmou.

O jovem metalúrgico Herbert Claros, militante do PSTU, falou da importância da união da juventude com a classe trabalhadora nos processos de luta que aconteceram nos últimos meses no Brasil e no mundo para darmos passos rumo a mudança do nosso mundo. “Em junho, vocês foram às ruas e mostraram para nós, trabalhadores que é possível vencer, isso é o mais importante”, declarou.

Para Ligia Carrasco, estudante da Unicamp e da Juventude do PSTU, os acampamentos são parte de um esforço do partido de apresentar nossas principais ideias, nosso programa, enfim, nossa forma de ver o mundo. “Queremos ouvir os ativistas que militam conosco o que acham e chamá-los para vir compor nossas fileiras, queremos demonstrar a todos que somos um partido que não oferece privilégio algum, porém, oferecemos a oportunidade de mudar a nossa sociedade”, finalizou.

Vários estados ainda vão realizar seus acampamentos. No próximo fim de semana, dias 21 e 22 de setembro, ocorrerão os acampamentos da juventude revolucionária de Fortaleza e do Rio de Janeiro. Procure nossa juventude no seu estado e saiba como participar das discussões!